Política
O Governo de São Paulo vem ampliando a rede de proteção a mulheres vítimas de violência com foco em tecnologia, integração entre órgãos públicos e estímulo à denúncia.
A estratégia envolve desde delegacias especializadas funcionando em tempo integral até ferramentas digitais que permitem registrar ocorrências sem sair de casa, segundo informações da Agência SP.
Apesar do avanço estrutural, o principal obstáculo segue sendo romper o silêncio. Muitas mulheres não reconhecem que vivem situações de violência por associarem o problema apenas à agressão física. Casos de violência psicológica, moral, sexual e patrimonial ainda são subnotificados, o que dificulta o acionamento da rede de proteção.
Para enfrentar esse cenário, o Estado aposta em campanhas de conscientização e em políticas que facilitem o acesso à Justiça, reduzindo barreiras emocionais, sociais e logísticas que afastam as vítimas do registro formal da denúncia.
Uma das principais mudanças é a ampliação do atendimento remoto. Por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Online e do aplicativo SP Mulher Segura, é possível registrar boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência a qualquer hora do dia.
O objetivo é garantir que a mulher possa pedir ajuda mesmo em situações extremas, sem precisar se deslocar até uma delegacia.
A proposta é que o atendimento esteja disponível onde a vítima estiver: no trabalho, no transporte público ou até em um local onde precise se esconder por segurança, criando uma camada adicional de proteção imediata.
Outra frente importante é o uso de tornozeleiras eletrônicas em acusados de violência contra mulheres. São Paulo foi pioneiro na adoção do equipamento, que permite o monitoramento contínuo de homens presos em flagrante e liberados condicionalmente, reduzindo o risco de reincidência e novos ataques.
Essas iniciativas fazem parte do movimento SP Por Todas, que reúne políticas públicas voltadas à proteção, acolhimento e autonomia das mulheres.
A atuação é transversal, envolvendo áreas como Segurança Pública, Saúde, Educação e Desenvolvimento Social, com foco tanto no atendimento às vítimas quanto na prevenção da violência.
Classificação Indicativa: Livre