Política

“Denunciem”: Secretária de Políticas para a Mulher de SP faz apelo às vítimas de violência

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Com integração entre segurança, tecnologia e assistência social, Estado amplia canais de denúncia e reforça proteção às vítimas  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Alesp.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 30/01/2026, às 17h32



O Governo de São Paulo vem ampliando a rede de proteção a mulheres vítimas de violência com foco em tecnologia, integração entre órgãos públicos e estímulo à denúncia.

A estratégia envolve desde delegacias especializadas funcionando em tempo integral até ferramentas digitais que permitem registrar ocorrências sem sair de casa, segundo informações da Agência SP.

Foto: Divulgação/Gov.br.
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Denunciar ainda é o maior desafio

Apesar do avanço estrutural, o principal obstáculo segue sendo romper o silêncio. Muitas mulheres não reconhecem que vivem situações de violência por associarem o problema apenas à agressão física. Casos de violência psicológica, moral, sexual e patrimonial ainda são subnotificados, o que dificulta o acionamento da rede de proteção.

Para enfrentar esse cenário, o Estado aposta em campanhas de conscientização e em políticas que facilitem o acesso à Justiça, reduzindo barreiras emocionais, sociais e logísticas que afastam as vítimas do registro formal da denúncia.

Atendimento sem sair do lugar

Uma das principais mudanças é a ampliação do atendimento remoto. Por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Online e do aplicativo SP Mulher Segura, é possível registrar boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência a qualquer hora do dia.

O objetivo é garantir que a mulher possa pedir ajuda mesmo em situações extremas, sem precisar se deslocar até uma delegacia.

A proposta é que o atendimento esteja disponível onde a vítima estiver: no trabalho, no transporte público ou até em um local onde precise se esconder por segurança, criando uma camada adicional de proteção imediata.

Monitoramento dos agressores

Outra frente importante é o uso de tornozeleiras eletrônicas em acusados de violência contra mulheres. São Paulo foi pioneiro na adoção do equipamento, que permite o monitoramento contínuo de homens presos em flagrante e liberados condicionalmente, reduzindo o risco de reincidência e novos ataques.

Ações integradas

Essas iniciativas fazem parte do movimento SP Por Todas, que reúne políticas públicas voltadas à proteção, acolhimento e autonomia das mulheres.

A atuação é transversal, envolvendo áreas como Segurança Pública, Saúde, Educação e Desenvolvimento Social, com foco tanto no atendimento às vítimas quanto na prevenção da violência.

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