Política
Em cinco anos, a política pública de localização de pessoas desaparecidas da Prefeitura de São Paulo resultou no reencontro de 3.765 pessoas com suas famílias, combinando tecnologia, articulação institucional e atendimento humanizado.
Entre 2021 e 2025, o serviço consolidou-se como uma das principais estratégias do município para enfrentar um problema complexo e sensível, que envolve desde conflitos familiares até situações de vulnerabilidade social extrema, como citado pelo site da Prefeitura de São Paulo.
Somente em 2025, foram registradas 2.732 solicitações de busca, com a localização de 1.024 pessoas. O trabalho é conduzido pela Coordenação de Localização Familiar e Desaparecidos, vinculada à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, em parceria com a Delegacia de Pessoas Desaparecidas e o Ministério Público, por meio do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID).
Um dos pilares da política é o uso integrado de bases de dados da rede pública municipal. O sistema permite o cruzamento de informações da assistência social, da saúde, da segurança pública e do Instituto Médico Legal, ampliando as chances de localização.
Outro apoio relevante vem do Smart Sampa, maior sistema de monitoramento inteligente da América Latina, com cerca de 40 mil câmeras espalhadas pela cidade. Integrado ao cadastro municipal de desaparecidos, o sistema já contribuiu diretamente para a localização de 149 pessoas.
O coordenador do serviço, Darko Hunter, destaca que não é necessário aguardar 24 horas para registrar um boletim de ocorrência. Assim que a pessoa rompe com sua rotina habitual, o registro pode ser feito, inclusive de forma online.
Após o BO, a família pode acionar diretamente a Coordenação por WhatsApp e preencher um formulário com informações detalhadas.
Esses dados alimentam buscas em equipamentos públicos, como abrigos, unidades de saúde e serviços de acolhimento. Quando a pessoa é localizada, o reencontro não é imposto: a equipe realiza uma entrevista para verificar se há interesse em restabelecer o contato, respeitando a autonomia e a segurança do indivíduo.
Quando não há localização imediata, o alerta permanece ativo no sistema municipal, permitindo a identificação futura em qualquer atendimento público. Além disso, cartazes com fotos e informações básicas são divulgados em redes sociais e em locais de grande circulação, como estações do Metrô.
Para quem não tem acesso à internet, o serviço oferece atendimento presencial em postos avançados na região central da capital. O objetivo vai além de localizar pessoas: é reconstruir vínculos e oferecer orientação às famílias, reforçando o caráter humano de uma política sustentada por tecnologia, mas guiada pelo cuidado.
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