Política

Ebola: Congo registra mais de mil casos e 267 mortes pela doença; entenda

Foto: Gradel Muyisa Mumbere/Reprodução Reuters
Desde o começo de maio, o Congo enfrenta um aumento de mortes anormal. Na sexta-feira (19), uma criança de seis meses faleceu decorrente do ebola.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Gradel Muyisa Mumbere/Reprodução Reuters
Gabriela Pessanha

por Gabriela Pessanha

Publicado em 22/06/2026, às 18h00



A República Democrática do Congo divulgou nesta segunda-feira (22) uma nova atualização nos dados de infectados por Ebola no país, que indicam 1.048 casos confirmados, com 267 mortes decorrentes da doença. 

Informações divulgadas pela agência Reuters mostram que no domingo (21), o número de infectados ultrapassou a marca de mil pacientes pela primeira vez desde a nova onda da doença. 

Dados oficiais do país indicaram que uma criança de um ano e meio faleceu devido ao Ebola.

Estimativas apontam que antes de sua morte cerca de 107 pessoas tiveram contato com ela, entre membros da família, profissionais de saúde e outros abrigados dos campos de refugiados. 

Ela realizou o teste para identificar a doença em 14 de junho e morreu antes de o resultado positivo ficar pronto no dia seguinte. 

Antes disso, ela apresentou febre e foi levada a dois centros de saúde, onde foi medicada antes do teste ser solicitado. 

Outra criança também faleceu pela doença, uma bebê de seis meses. 

A Associated Press divulgou que o falecimento aconteceu em um orfanato na região de Ituri, no leste do Congo, na última sexta-feira (19). 

O local é o epicentro do maior surto registrado no país nos últimos anos.

Conforme as recomendações, durante o sepultamento apenas profissionais da saúde especializados e equipados com máscaras, luvas e outros EPIs puderam manusear o corpo.

Número de casos chegou a 1.048, com 267 vítimas fatais
Número de casos chegou a 1.048, com 267 vítimas fatais - Foto: Gradel Muyisa Mumbere/Reprodução Reuters

Dificuldade no isolamento aumenta transmissões 

Segundo o oficial de saúde Emmanuel ​Musingusi Bulemu explicou para Reuters, a ausência de espaços para o isolamento dificulta o controle da propagação do vírus. 

Precisamos separar esses pacientes da comunidade por causa do risco de infecção, mas onde vamos colocá-los?

A doença foi identificada pela primeira vez em 1976, na região que corresponde atualmente ao Sudão do Sul e a República Democrática do Congo. 

A região é próxima ao Rio Ebola, que deu nome ao vírus.

Diferente de outras doenças, como a Covid-19, o Ebola não é transmitido pelo ar, mas sim através de contato com sangue, tecidos ou fluidos corporais de animais e pessoas infectados, até mesmo de cadáveres.

Superfícies e objetos contaminados também podem propagar a doença. 

No entanto, a transmissão ocorre apenas após o período de incubação, que pode variar de dois a 21 dias. 

Confira abaixo os sintomas do Ebola.

  • Febre e calafrios;
  • Dor de cabeça;
  • Fraqueza;
  • Diarreia;
  • Vômitos;
  • Dor abdominal;
  • Falta de apetite;
  • Dor ao engolir;
  • Hemorragias.

Classificação Indicativa: Livre

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