Política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o próximo ciclo eleitoral será marcado por confronto direto no campo político e discursivo. Em tom enfático, disse que não pretende manter a imagem conciliadora que marcou outros momentos de sua trajetória e classificou a disputa de 2026 como uma “guerra” pela narrativa e pelo futuro do país.
A declaração foi feita durante o ato de comemoração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, realizado em Salvador, na Bahia, segundo o Metrópoles. Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, Lula afirmou estar “motivado para cacete” e destacou que o embate eleitoral vai além do resultado das urnas.
No discurso, o presidente reforçou que os feitos dos governos petistas, por si só, não serão suficientes para garantir vitória política. Para ele, o elemento decisivo será a construção de uma narrativa capaz de enfrentar a disseminação de mentiras e disputar a opinião pública.
Lula afirmou que ainda está elaborando esse novo discurso, mas deixou claro que pretende tratá-lo como uma estratégia central. Segundo o presidente, a disputa será política e comunicacional, exigindo preparação e posicionamento firme do partido e de seus aliados.
Outro eixo central da fala foi a soberania nacional. O presidente destacou que o Brasil não aceitará ser tratado como colônia nem ter “donos”. Embora tenha defendido relações com diferentes países, reforçou que elas devem ocorrer em condições de respeito e autonomia.
Para Lula, essa mensagem precisa ser transmitida de forma clara à sociedade, como parte do projeto político que o PT pretende apresentar nos próximos anos.
O evento marcou os 46 anos de fundação do PT e reuniu militantes, parlamentares, ministros e lideranças históricas do partido ao longo de três dias na capital baiana. A programação incluiu debates sobre comunicação, soberania na América Latina e estratégias políticas.
As atividades ocorreram em diferentes espaços de Salvador e contaram com a presença de nomes como José Dirceu, Eduardo Suplicy, a primeira-dama Janja Lula da Silva, ministros de Estado, governadores, senadores e representantes de movimentos sociais, consolidando o encontro como um momento de celebração, mas também de articulação política para os próximos desafios eleitorais.
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