Política
O ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula, Silvio Almeida, gravou um vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira (31) onde fala a respeito da denúncia de assédio assexual contra ele feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Uma das vítimas seria a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco.
"Meu nome é Silvio Almeida e eu sou um homem inocente. O que tenho a dizer sobre esse caso eu direi no lugar certo, na justiça, diante de um juiz com meus advogados e é lá que eu poderei me defender de verdade, apresentando provas e mostrando como uma causa tão importante foi usada para me tirar da vida política", pontuou o advogado.
"Eu passei a ser tratado como assediador apenas depois que as acusações foram lançadas ao público de forma completamente irresponsável. Acusações irresponsáveis têm lugar e hora certa para ser respondidas à justiça. E é lá que a verdade será buscada. Meus verdadeiros adversários são o racismo, a violência e a desigualdade. É contra isso que eu vou continuar lutando. Eu confio nos meus advogados, mas sobretudo eu confio na verdade", acrescentou Almeida.
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Segundo a PGR, há indícios que respaldam o relato de Anielle. Entre os depoimentos que corroboram as declarações da ministra está o do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O diretor-geral da PF participou de uma reunião de maio de 2023 na sede do Ministério da Igualdade Racial, na qual Silvio Almeida teria assediado Anielle. Segundo a PGR, o diretor-geral foi ouvido no caso e, segundo a PGR, deu um relato que confirma o que relatou a ministra.
Na denúncia, Andrei diz ter visto Anielle muito abatida após a reunião. A ministra ainda teria feito comentários como "não aguentar mais". Ela não teria citado o nome de Almeida, mas saiu chateada do encontro.
As denúncias de assédio sexual contra Silvio Almeida foram apresentadas pela organização Me Too Brasil, em setembro de 2024. Além de Anielle, outras mulheres também alegam ter sido assediadas pelo ex-ministro. Após as denúncias, Silvio deixou o governo Lula.
Anielle comentou sobre o assunto em uma publicação no X (antigo Twitter). Ela afirma que a denúncia "é mais uma etapa do reconhecimento da verdade e um estímulo para que as mulheres não sofram em silêncio".
A denúncia da Procuradoria-Geral República (PGR) é mais uma etapa do reconhecimento da verdade. É também um estímulo para que as mulheres que vivem ou viveram episódios de violência não sofram em silêncio, que denunciem os agressores.
— Anielle Franco (@aniellefranco) March 21, 2026
Sigo confiando na justiça e acreditando em…
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