Política

Flávio Bolsonaro critica fim da 6x1 e defende jornada negociada

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Senador, Flávio, afirma que proposta em discussão no Senado tem caráter eleitoral e apresenta modelo de remuneração conforme as horas trabalhadas  |   BNews SP - Divulgação Foto: Vittor Sales
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 06/10/2026, às 21h35



O candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, nesta terça-feira (6), a proposta que prevê o fim da escala 6x1. A discussão da medida começou no plenário do Senado nesta terça.

Durante declaração após uma reunião com aliados em Brasília, Flávio afirmou que considera a discussão da proposta oportunista. Segundo ele, a iniciativa teria sido colocada em pauta durante o segundo turno das eleições com objetivo eleitoral.

“Lula, em quatro anos de governo, não faz. Agora, no meio do segundo turno, ele vem de uma forma oportunista querer fazer um movimento achando que isso vai dar voto para ele”, declarou o senador.

Flávio também afirmou que a proposta apresentada pelo Partido Liberal (PL) seria uma alternativa ao texto em análise no Senado. O modelo defendido pelo candidato prevê que a remuneração seja calculada de acordo com a quantidade de horas trabalhadas.

Proposta defendida por Flávio

Foto: Vittor Sales
Foto: Vittor Sales

Segundo o senador, o trabalhador deveria ter maior liberdade para definir sua jornada de acordo com suas necessidades. Ele citou como exemplo a possibilidade de uma mãe escolher trabalhar quatro horas por dia, pela manhã ou à tarde, ou concentrar o expediente nos fins de semana.

A proposta, conforme descrita por Flávio, funcionaria como um regime alternativo ao previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Nesse modelo, uma eventual redução da jornada também poderia resultar em redução proporcional da remuneração.

O senador disse ainda que considera esse formato superior ao texto que tramita atualmente no Senado.

A PEC 221/2019, em discussão na Casa, prevê a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial. Um dos dias de repouso deve ser preferencialmente aos domingos.

PEC começa a ser discutida no Senado

A proposta em análise no Senado foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em setembro. Antes da votação em primeiro turno, o texto precisa passar por cinco sessões de discussão no plenário. Se avançar, serão necessárias outras três sessões antes da segunda votação.

Para aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários pelo menos 49 votos favoráveis dos 81 senadores em cada turno.

O texto estabelece uma jornada semanal de até 40 horas, que pode ser distribuída em cinco dias de oito horas. A medida também prevê dois dias de repouso semanal remunerado.

A discussão ocorre em meio ao segundo turno da eleição presidencial de 2026. Flávio Bolsonaro disputa a Presidência e tem se posicionado contra o modelo em tramitação, enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva defende a aprovação da proposta.

Ao comentar a escala atual, Flávio afirmou que o trabalhador brasileiro busca mais tempo para descanso, lazer e convivência familiar. Ao mesmo tempo, defendeu que a definição da jornada considere as necessidades individuais e a quantidade de horas efetivamente trabalhadas.

A tramitação da PEC continuará após as sessões de discussão previstas pelo Senado. O calendário pode ser alterado caso os parlamentares aprovem um procedimento especial para acelerar a análise da matéria.

Classificação Indicativa: Livre

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