Política

Flávio Bolsonaro sinaliza fim da reeleição e articula nova relação com o Congresso

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado.
Pré-candidato do PL estuda incluir mandato único de cinco anos no plano e busca ampliar diálogo com Congresso e novos eleitores  |   BNews SP - Divulgação Foto: Saulo Cruz/Agência Senado.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 23/02/2026, às 16h36



O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, avalia incluir no plano de governo a defesa do fim da reeleição para cargos do Executivo.

A informação foi divulgada pelo blog do Gustavo Uribe na CNN Brasil e integra uma estratégia mais ampla de reposicionamento político para a disputa eleitoral.

A proposta em análise prevê sinalizar disposição para discutir o tema com o Congresso Nacional caso seja eleito. Hoje, a legislação permite uma recondução consecutiva ao cargo.

No ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou um texto que extingue a reeleição e estabelece mandato único de cinco anos para presidente, governadores e prefeitos.

Foto: Jefferson Rudy/ASenado.
Foto: Jefferson Rudy/ASenado.

Debate em curso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já se manifestou contrário à proposta, mesmo sem previsão de aplicação imediata. A discussão também deve aparecer na campanha de outro presidenciável: o candidato do PSD, partido cujo presidente nacional, Gilberto Kassab, defende publicamente o fim da reeleição.

Ao acenar com o tema, Flávio busca se apresentar como aberto ao diálogo institucional, afastando a ideia de embate direto e propondo uma agenda de negociação com o Legislativo.

Ajustes na imagem

A movimentação não se limita ao debate eleitoral. O senador também procura um economista de perfil liberal, com trânsito na Faria Lima, para fortalecer a formulação de propostas econômicas. O objetivo é ampliar a credibilidade junto ao mercado financeiro e consolidar um discurso técnico na área fiscal.

Paralelamente, o PL tem incentivado o pré-candidato a formular políticas voltadas a mulheres e pautas de diversidade e inclusão. A avaliação interna é que há espaço para conquistar eleitores que demonstram resistência ao discurso mais conservador associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Herança e pragmatismo

A estratégia desenhada tenta equilibrar herança política e pragmatismo. A leitura é que Flávio deve se apresentar como sucessor natural do bolsonarismo, mas com postura menos ideológica e mais aberta a concessões.

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