Política
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou em conversa com a imprensa nesta quinta-feira (2), em Campos do Jordão, sobre a aposentadoria concedida pela Polícia Militar ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa Gisele Alves Santana. O policial está preso preventivamente desde 18 de março acusado de feminicídio e fraude processual.
Tarcísio disse esperar que a Justiça seja feita e que o policial “apodreça o resto da vida na cadeia”.
“As instâncias são independentes. Você tem uma legislação que não pode ser vista de forma casuística. Ele vai agora sofrer o processo penal. Nosso desejo é que ele seja condenado exemplarmente, porque o que ele cometeu foi um crime bárbaro, que eu tenho certeza que a gente não vai deixar passar impune. Que a Justiça não vai deixar isso passar”, esclareceu Tarcísio
“O que a gente acha e espera é que tenha uma punição severa e que perca o posto, a patente. E quando isso acontece, é como se ele tivesse morrido para a força. Quem é o beneficiário depois daquilo que foi objeto da contribuição ao longo do tempo [de serviço]: os familiares. Porque a nossa ideia é que ele apodreça o resto da vida na cadeia”, acrescentou.
O salário do tenente-coronel foi suspenso em 18 de março, mas agora ele vai ter direito à aposentadoria.
"A Secretaria da Segurança Pública esclarece o pagamento dos vencimentos do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto está suspensa desde a sua prisão, em 18 de março. A passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar do militar, que poderá ser demitido da corporação. Assim que medida for confirmada, ele é imediatamente desligado da instituição e o pagamento dos salários cessados definitivamente. A interrupção dos vencimentos previdenciários depende de decisão judicial definitiva", disse a SSP em nota.
Na portaria, que foi assinada pela Diretoria de Pessoal da PM, diz que Geraldo Neto tem o direito da aposentadoria pelos critérios proporcionais de idade, com vencimentos integrais. Ele vai continuar a receber R$ 28,9 mil brutos, seu salário antes de ser preso.
O tenente-coronel é acusado de forjar a morte da esposa que foi atingida por um disparo de arma de fogo na região da cabeça no apartamento onde o casal vivia no Brás, no Centro de São Paulo.
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