Política

Greve na USP: bônus a professores provoca greve de funcionários e alunos

Foto: Giovanna Accioli.
Trabalhadores e estudantes da Universidade de São Paulo paralizam e reivindicam melhorias, como reajuste salárial e contratação de funcionários  |   BNews SP - Divulgação Foto: Giovanna Accioli.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 14/04/2026, às 18h19



A rotina na Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo, sofreu um forte impacto logo nas primeiras horas desta terça-feira (14). Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) decidiram entrar em greve, paralisando atividades essenciais em diversos setores da instituição.

Segundo informações apuradas pelo portal Metrópoles, o movimento é liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que organiza a mobilização em resposta a impasses nas negociações com a reitoria.

O cenário no campus é de incerteza para alunos, pesquisadores e professores. A paralisação atinge desde serviços administrativos até áreas de apoio logístico, o que pode comprometer o calendário de aulas e a manutenção de laboratórios caso o movimento se prolongue pelos próximos dias.

Foto: Giovanna Accioli.
Foto: Giovanna Accioli.

Pauta de reivindicações

O cerne do conflito reside em uma lista de demandas acumuladas pela categoria. Os servidores pleiteiam não apenas o reajuste salarial para repor perdas inflacionárias, mas também a contratação imediata de novos funcionários para suprir o déficit de pessoal que afeta a qualidade dos serviços prestados.

A sobrecarga de trabalho e a precarização de certos setores são pontos centrais no discurso dos manifestantes, que afirmam que a universidade possui recursos em caixa para atender às solicitações.

Próximos passos

Até o momento, a reitoria da USP não apresentou uma proposta que satisfaça as exigências do sindicato, o que mantém o estado de greve por tempo indeterminado.

Assembleias estão programadas para ocorrer ao longo da semana, onde os trabalhadores devem avaliar o nível de adesão e decidir se endurecem a mobilização ou se abrem novos canais de diálogo com a administração central.

Para a comunidade externa, o impacto também é sentido, especialmente naqueles que utilizam serviços oferecidos pela universidade, como museus e bibliotecas.

A expectativa é que as negociações avancem nas próximas 48 horas para evitar que o semestre letivo sofra prejuízos irreversíveis para os milhares de estudantes que circulam diariamente pelos campi da instituição em todo o estado.

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