Política
por Andrezza Souza
Publicado em 20/05/2026, às 17h33
Estudantes das principais universidades públicas paulistas voltaram às ruas nesta quarta-feira (20) em mais um ato ligado à greve estudantil que já se aproxima de um mês. Alunos da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ocuparam o Largo da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste da capital, antes de iniciar uma caminhada em direção ao Palácio dos Bandeirantes.
Imagens registradas durante a mobilização mostraram centenas de universitários reunidos na praça e em ruas da região. O protesto reuniu também representantes sindicais e integrantes de movimentos ligados ao ensino público.
A manifestação ocorre em meio ao impasse envolvendo estudantes, reitorias e o governo estadual. Os universitários afirmam que seguem sem avanços nas negociações relacionadas às reivindicações apresentadas desde o início da paralisação.
Entre as principais demandas apresentadas pelos alunos estão aumento do auxílio permanência, melhorias nos restaurantes universitários, ampliação da moradia estudantil e investimentos em áreas como saúde, segurança e infraestrutura.
Os estudantes argumentam que a expansão do acesso às universidades públicas precisa vir acompanhada por políticas capazes de garantir permanência e condições adequadas para quem depende desses serviços.
Além das pautas internas das instituições, o movimento também passou a incorporar críticas relacionadas ao financiamento das universidades estaduais paulistas.
A nova mobilização acontece poucos dias após a repercussão envolvendo a retirada de estudantes que ocupavam a Reitoria da USP. A ação gerou reações entre grupos estudantis e entidades ligadas ao movimento universitário.
Nos últimos dias, o episódio ampliou discussões sobre segurança nos campi, presença policial dentro das universidades e formas de condução das manifestações estudantis.
A caminhada iniciada nesta quarta-feira seguiu em direção ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, local escolhido pelos participantes para ampliar a pressão sobre autoridades e cobrar respostas às pautas apresentadas.
Com as paralisações ainda em andamento e sem acordo anunciado até o momento, a expectativa é que novos atos e mobilizações continuem ocorrendo nos próximos dias.
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