Política
por Amanda Ambrozio
Publicado em 11/08/2026, às 12h20
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,07% em julho, após alta de 0,16% em junho, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (11).
Com o resultado, a inflação acumulada no ano chegou a 3,44%, enquanto o índice em 12 meses ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados no período anterior.
De acordo com a CNN Brasil, a alta ficou acima da expectativa dos especialistas, que projetavam avanço de 0,03% no mês e inflação de 4,4% em 12 meses.
Com o resultado, o índice voltou a ficar dentro do teto da meta de inflação, de 4,5%.
Entre os grupos pesquisados, Habitação teve a maior alta, de 0,99%, e também exerceu o maior impacto sobre o índice, de 0,15 ponto percentual.
O resultado foi influenciado principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 3,09% e teve impacto individual de 0,13 ponto percentual.
Na outra ponta, Alimentação e bebidas apresentou deflação de 0,67%, puxada pela queda de 1,14% na alimentação no domicílio.
O tomate teve a maior redução, de 29,09%, seguido por batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%).
Apesar das quedas, o leite longa vida subiu 2,47% e as frutas avançaram 1,20%. A alimentação fora do domicílio também acelerou, passando de 0,15% para 0,55%.
No grupo Transportes, a alta foi de apenas 0,05%. O resultado foi influenciado pelo aumento de 11,67% nas passagens aéreas, compensado pela queda de 1,44% nos combustíveis.
Todos os combustíveis pesquisados ficaram mais baratos em julho: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).
Em Saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 0,40%, com destaque para os itens de higiene pessoal, que subiram 0,64%.
Os perfumes tiveram alta de 1,04%. Os planos de saúde avançaram 0,42%, refletindo os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Regionalmente, Rio Branco registrou a maior alta do IPCA, de 0,32%, enquanto Belém teve a maior queda, de 0,45%.
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), voltado às famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, registrou deflação de 0,01% em julho, após alta de 0,14% em junho.
No ano, o índice acumula alta de 3,50%. Em 12 meses, a variação é de 4,10%, abaixo dos 4,33% registrados anteriormente.
A queda foi puxada principalmente pelos alimentos, que passaram de -0,29% em junho para -0,74% em julho. Os produtos não alimentícios desaceleraram de 0,28% para 0,23%.
Entre as regiões, São Paulo teve a maior alta do INPC, de 0,28%, influenciada pela energia elétrica e pelo conserto de automóveis. Belém registrou o menor resultado, com -0,49%.
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