Política
O uso de inteligência artificial já faz parte da rotina de uma parcela significativa dos paulistas. De acordo com um estudo da Fundação Seade, 47% da população do estado afirma utilizar algum tipo de ferramenta baseada em IA, como ChatGPT, Copilot e Gemini.
Apesar da ampla adoção, o levantamento aponta que o acesso ainda é desigual. Fatores como idade, renda e nível de escolaridade influenciam diretamente quem utiliza — e quem ainda está fora dessa transformação digital.
Os dados mostram que a inteligência artificial é mais comum entre jovens e grupos com maior poder aquisitivo. Entre pessoas de 18 a 29 anos, 74% já utilizam essas ferramentas. O índice também é elevado entre quem possui ensino superior (64%) e renda familiar acima de dez salários mínimos (73%).
Por outro lado, a adesão cai drasticamente entre os mais velhos: 84% das pessoas com 60 anos ou mais dizem nunca ter utilizado IA. Entre os usuários, o principal objetivo é o trabalho (39%), seguido por uso pessoal (35%) e estudos (26%). O uso educacional é mais frequente entre os jovens, enquanto a aplicação profissional se destaca entre adultos de meia-idade.
Mesmo com o crescimento recente, 53% da população paulista ainda não utiliza inteligência artificial. As principais razões são a falta de familiaridade com as ferramentas (28%), desconfiança nos resultados (28%) e desconhecimento sobre suas aplicações práticas (18%).
Ainda assim, a percepção geral tende a ser positiva: 61% dos entrevistados avaliam a IA como benéfica. Em contrapartida, mais da metade (53%) acredita que a tecnologia pode substituir empregos, refletindo um cenário de oportunidades, mas também de preocupação.
A pesquisa ouviu 4.101 pessoas em dezembro de 2025 e analisou o uso recente dessas ferramentas. A Fundação Seade, responsável pelo estudo, é referência há décadas na produção de dados socioeconômicos no estado de São Paulo.
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