Política
por Bernardo Rego
Publicado em 05/06/2026, às 14h40
O jornalista Luan Araújo foi condenado à prisão em regime aberto por determinação do juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo. O profissional foi alvo de uma perseguição a mão armada em 2022 feita pela ex-deputada federal Carla Zambelli.
O magistrado tomou essa decisão por conta do não pagamento de uma indenização por difamação a qual Araújo foi condenado. Ele foi considerado culpado por difamar Zambelli ao publicar um texto com críticas a ela.
No texto, Araújo afirmou, por exemplo, que Zambelli integrava uma “seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”. Tal seita seria composta por “mercadores da morte”, disse o jornalista.
Processado pela então parlamentar, Araújo foi absolvido do crime de injúria, mas acabou condenado ao pagamento de indenização por difamação. Em valores atuais, acrescido de multas e custas processuais, o valor não pago é de pouco mais de R$ 2,2 mil.
“Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta, nos termos do artigo 44, parágrafo 4º, do Código Penal, converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, nos moldes da sentença prolatada”, diz um trecho da decisão.
Após a decisão judicial, Luan Araújo publicou nota nas redes sociais onde considera “injusta” a condenação de pagamento de indenização por difamação, que prevê mais de R$ 2,2 mil acrescidos de multas e custas processuais.
“Problemas psicológicos, desemprego, falta de oportunidades, uma condenação na justiça por um texto que escrevi, onde a justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta”, afirmou o jornalista.
Araújo comparou a sua situação com a da ex-deputada federal que recentemente teve o pedido de extradição rejeitado pela justiça da Itália. “Apesar da condenação dela no STF, ela não precisará cumprir lá na Europa, solta. Enquanto isso, tô tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por Danos Morais contra ela”, explicou.
“Eu me considero uma pessoa espiritualizada, que confia que a justiça divina vai acontecer. Mas têm certas coisas que me deixam desesperançoso. Não vou deixar de lutar, mas tenho muito menos armas que ela. Só tenho minha escrita e minha vontade de ver a justiça sendo feita”, acrescentou o jornalista.
Classificação Indicativa: Livre
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso
Imperdível