Política

Justiça Eleitoral determina cobrança de R$ 734 mil de Zilu Camargo; entenda

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A empresária e influenciadora Zilu Camargo foi condenada a devolver R$ 734 mil ao Tesouro Nacional devido a irregularidades em sua campanha  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 14/07/2026, às 09h19 - Atualizado às 09h33



A empresária e influenciadora Zilu Camargo, candidata a vereadora de São Paulo pelo União Brasil nas eleições municipais de 2024, foi condenada pela Justiça Eleitoral a devolver R$ 734 mil ao Tesouro Nacional em razão de irregularidades identificadas na prestação de contas da campanha. Ainda cabe recurso da decisão.

Zilu recebeu 4.579 votos no pleito e terminou a disputa na condição de suplente. Segundo relatório da Justiça Eleitoral, a candidata apresentou fora do prazo o demonstrativo financeiro referente a uma doação de campanha no valor de R$ 550 mil.

Prestação de contas 


Segundo a Folha, além disso, a prestação de contas não teria incluído a documentação necessária para comprovar a contratação de uma empresa de marketing político por R$ 316 mil.

Ainda de acordo com a Folha, os técnicos também apontaram como irregular uma despesa de R$ 100 mil destinada a uma prestadora de serviços, diante da ausência de documentos que comprovassem a execução do trabalho.

Argumento da defesa


De acordo com a decisão, todas as despesas questionadas foram custeadas com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral.

Nos autos do processo, conforme a Folha, a defesa de Zilu argumenta que a inconsistência relacionada à doação não declarada — mencionada na petição como sendo de R$ 500 mil — decorreu de um erro formal, sem impacto na confiabilidade das contas apresentadas.

Falhas em contrato

Os advogados também sustentam que a falta de assinatura no contrato firmado com a empresa de marketing representa uma falha meramente formal e afirmam que documentos complementares foram apresentados antes da sentença.

O Ministério Público Eleitoral (MPE), por sua vez, manifestou-se pela rejeição das contas da candidata, argumentando que as irregularidades apontadas não foram sanadas, apesar das intimações realizadas durante a tramitação do processo.

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