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Lula sinaliza candidatura de Haddad ao Governo de SP; entenda

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Presidente Lula avança nas conversas para que Haddad dispute o governo paulista, considerando a importância eleitoral da posição.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Agência Brasil
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 27/02/2026, às 07h35



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou a integrantes do governo que avançou nas conversas com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para que ele dispute o Governo de São Paulo.

A movimentação ocorre após diálogos internos sobre a formação do palanque no maior colégio eleitoral do país.

Nos bastidores, aliados avaliavam que a recente agenda internacional poderia influenciar a decisão. Haddad acompanhou Lula em compromissos na Índia e na Coreia do Sul, segundo o Metrópoles.

A expectativa era de que a convivência durante a viagem ajudasse a reduzir a resistência do ministro em entrar na disputa estadual, já que ele vinha demonstrando cautela sobre o tema.

Lula considera Haddad o nome mais competitivo para representar o projeto político do PT em São Paulo. O ministro, no entanto, ainda mantinha postura reservada quanto à candidatura. O Palácio do Planalto entende que a eleição paulista é estratégica para 2026, tanto pelo peso eleitoral quanto pelo impacto nacional do resultado.

Haddad já disputou o governo estadual anteriormente. Em 2022, foi superado no segundo turno por Tarcísio de Freitas, atual chefe do Executivo paulista. Pesquisas recentes indicam que Tarcísio aparece como favorito em eventual nova disputa, cenário que eleva a complexidade da decisão petista.

Estratégia para o Senado

Paralelamente à definição do cabeça de chapa, o PT negocia composições para o Senado. O desenho discutido inclui as ministras Simone Tebet e Marina Silva como possíveis candidatas por São Paulo. A articulação envolve a possibilidade de mudança partidária para viabilizar a candidatura, sendo o PSB citado como um dos destinos avaliados.

No caso de Tebet, há ainda uma questão legal relacionada ao domicílio eleitoral. Natural de Mato Grosso do Sul, a ministra precisaria transferir seu registro para São Paulo caso confirme interesse na disputa. A legislação exige essa formalização para que a candidatura seja validada.

Tebet já declarou publicamente que pretende deixar o ministério até 30 de março deste ano. Ainda assim, sinalizou que terá nova conversa com Lula para tratar especificamente das eleições de 2026. A definição sobre permanência no cargo está diretamente ligada ao calendário eleitoral e às exigências legais, o que mantém o tema em aberto nas próximas semanas.

A movimentação evidencia que o grupo governista busca consolidar uma chapa competitiva no estado. As decisões finais dependerão de acordos partidários, ajustes jurídicos e da avaliação do cenário eleitoral nos próximos meses.

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