Política

Michelle Bolsonaro adia decisão e cria tensão nos bastidores da direita

Foto: Alan Santos/Agência Brasil.
Ex-primeira-dama enfrenta pressão para definir papel na campanha e pode influenciar diretamente estratégia de Flávio Bolsonaro  |   BNews SP - Divulgação Foto: Alan Santos/Agência Brasil.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 22/03/2026, às 13h08



A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem cerca de duas semanas para decidir se vai percorrer o país em apoio à pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo informações do UOL, a definição também passa pelo nível de envolvimento dela na disputa presidencial.

Apesar de interlocutores tratarem como certa sua candidatura ao Senado, o grau de dedicação à campanha do enteado ainda é incerto. Nos bastidores, a avaliação é que o tempo político deve forçar um posicionamento mais claro nas próximas semanas.

Apoio sob pressão

Mesmo considerada peça-chave, Michelle ainda não embarcou na pré-campanha. A ausência tem gerado críticas entre apoiadores e lideranças da direita, especialmente em um momento estratégico de comunicação voltado ao eleitorado feminino.

Flávio tenta reduzir a rejeição entre mulheres, um dos desafios históricos do bolsonarismo associado às falas de Jair Bolsonaro. Parlamentares avaliam que o engajamento direto da ex-primeira-dama poderia ampliar o alcance dessas ações.

Foto: Luís Nova.
Foto: Luís Nova.

Estratégia em aberto

Nos últimos meses, Michelle percorreu diversas cidades como presidente do PL Mulher, fortalecendo alianças e ampliando sua visibilidade nacional. Agora, aliados afirmam que ela avalia se retoma esse ritmo ou se mantém uma atuação mais discreta.

Uma das justificativas em discussão envolve os cuidados com Jair Bolsonaro, que demandariam sua permanência em Brasília. Nesse cenário, agendas locais seriam mantidas, mas viagens frequentes ficariam inviáveis.

Racha e cobranças

A indefinição também expõe divergências internas. Parte dos aliados acredita que não haverá mais espaço para silêncio após o início de abril, quando o calendário eleitoral se intensifica. Outros defendem que a distância estratégica pode continuar.

Além disso, Michelle tem demonstrado incômodo com críticas vindas de setores da própria direita, especialmente nas redes sociais. Interlocutores consideram os ataques injustos e apontam influência de vozes externas no desgaste de sua imagem.

Próximos movimentos

Com o avanço do calendário político, cresce a expectativa por um gesto público mais claro. Enquanto isso, Michelle mantém postura reservada, evita declarações diretas e limita sua presença política a aparições pontuais.

A decisão sobre viajar ou não pelo país pode definir não apenas sua própria trajetória eleitoral, mas também o rumo da campanha de Flávio Bolsonaro nas próximas etapas.

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