Política

Mobilização conservadora retira adesivos e panfletos da Paulista e diz estar “limpando a baderna”

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A repercussão política gerou cobranças por responsabilização dos autores de pichação na região, o movimento foi organizado por Tallis Gomes  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 12/10/2026, às 18h15



Uma iniciativa organizada por lideranças da direita, empresários, influenciadores e voluntários reuniu a população para limpar a Avenida Paulista, em São Paulo. 

O mutirão ocorreu como uma resposta direta aos episódios de pichação registrados na região após a realização de um ato político promovido por apoiadores do governo no dia anterior.

Organização do mutirão

O movimento foi impulsionado pelo empresário Tallis Gomes e respaldado por diversas figuras conhecidas do espectro conservador, que utilizaram as redes sociais para convocar cidadãos. O ponto de encontro foi marcado estrategicamente em frente à estação Trianon-MASP.

Ao chamar os voluntários, a organização orientou que todos levassem seus próprios materiais de higienização, como luvas, rodos, saponáceos e sacos de lixo. 

O organizador destacou que a intenção era agir de maneira prática e ordeira, enfatizando que o encontro não contaria com palavras de ordem nem discursos de palanque, mas sim com foco no trabalho comunitário.

No local, os voluntários civis atuaram em conjunto com equipes de limpeza urbana da Prefeitura de São Paulo e funcionários do Metrô. Desde as primeiras horas da manhã, trabalhadores e cidadãos dividiram tarefas para revitalizar áreas atingidas.

Enquanto grupos usaram jatos de água de alta pressão e produtos químicos para remover pichações espalhadas em paredes e estruturas, outros participantes focaram em raspar cartazes colados e recolher grandes volumes de lixo descartados pelas calçadas. 

A ação concentrou esforços principalmente nas entradas das estações Trianon-MASP e Consolação, locais marcados durante o ato.

Repercussão política

A repercussão do mutirão ganhou forte projeção nas redes sociais, com a publicação de vídeos do trabalho de limpeza e declarações de parlamentares cobrando rigor das autoridades. 

Lideranças políticas acionaram órgãos como a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para solicitar a identificação das câmeras de monitoramento, visando responsabilizar criminal e financeiramente os autores dos atos de pichação ao patrimônio público.

Classificação Indicativa: Livre

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