Política

Motoboys vão às ruas de SP contra novas regras para a categoria; entenda mudanças

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Entregadores protestam contra exigências consideradas caras e burocráticas, em meio a disputa sobre novas regras e impactos no trabalho por aplicativo  |   BNews SP - Divulgação Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 25/03/2026, às 17h59



Motoboys e entregadores por aplicativo voltaram às ruas de São Paulo em protesto contra novas regras que afetam a categoria. Eles se reuniram nesta quarta-feira (25) em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado paulista.

A mobilização bloqueou faixas da Marginal Pinheiros e um trecho da Ponte Cidade Jardim, e chegou a impactar o trânsito em diferentes pontos da cidade. O movimento reflete o aumento da tensão entre trabalhadores, empresas e o poder público em torno da regulamentação do setor.

Segundo o site Metrópoles, os manifestantes criticam exigências que consideram burocráticas, caras e desconectadas da realidade de quem depende da atividade para sobreviver. 

Entre as reivindicações da categoria, estão o fim do curso obrigatório para entregadores, transparência dos algoritmos nas plataformas, pagamento integral das rotas agrupadas e taxa mínima de R$ 10 por corrida e R$ 2,50 por quilômetro.

Foto: Unsplash.
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Regras no centro do conflito

A insatisfação ocorre em um contexto de mudanças recentes na regulamentação dos serviços por moto em São Paulo.

A legislação municipal estabelece uma série de exigências, como cadastro obrigatório, cursos específicos, seguro para passageiros e restrições de circulação em determinadas vias.

Parte dessas regras chegou a ser suspensa por decisão judicial, como a obrigatoriedade de placa vermelha para motociclistas. Ainda assim, outros pontos seguem em vigor e continuam sendo alvo de críticas da categoria.

Os trabalhadores argumentam que as medidas aumentam os custos operacionais e dificultam o acesso ao trabalho, especialmente em um setor marcado pela informalidade e baixa renda média.

Pressão nas ruas

Os protestos não são isolados. Nos últimos anos, motoboys têm se mobilizado com frequência para reivindicar melhores condições de trabalho, incluindo aumento na remuneração por entrega e maior transparência das plataformas.

As manifestações costumam incluir bloqueios de vias importantes, o que amplia a visibilidade das demandas, mas também gera impactos diretos na mobilidade urbana da capital.

Disputa maior

O embate vai além das regras municipais e envolve um debate mais amplo sobre o futuro do trabalho por aplicativos no Brasil. Propostas em discussão incluem a criação de taxas mínimas por entrega e novas formas de vínculo entre empresas e trabalhadores.

Classificação Indicativa: Livre

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