Política

Nova pirâmide alimentar dos EUA: entenda as polêmicas envolvendo a mudança

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A nova pirâmide alimentar dos EUA prioriza proteínas e gorduras, limita carboidratos e ultraprocessados, gerando debates na nutrição moderna  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/ realfood.gov
Nathalia Quiereguini

por Nathalia Quiereguini

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Publicado em 08/01/2026, às 12h37



Os Estados Unidos anunciaram recentemente suas novas diretrizes alimentares, que prometem redefinir conceitos que vigoravam há décadas.

O documento Dietary Guidelines for Americans 2025–2030 apresenta uma pirâmide alimentar totalmente revisada, priorizando proteínas e gorduras e desencorajando o consumo excessivo de carboidratos e alimentos ultraprocessados.

Segunda a Veja, essa mudança representa um verdadeiro colapso do modelo nutricional tradicional, baseado na restrição de gorduras naturais.

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A nova pirâmide alimentar americana aposta em proteínas e gorduras saudáveis, deixando os carboidratos e ultraprocessados em segundo plano / Foto: Divulgação/ realfood.gov

Proteínas e gorduras ganham destaque

Entre os alimentos agora valorizados estão carnes, ovos, peixes, laticínios integrais, azeite de oliva e manteiga.

Eles são reconhecidos como fontes ricas em proteínas e lipídios benéficos, incluindo ácidos graxos saturados e monoinsaturados, essenciais para a fisiologia metabólica.

Essa abordagem quebra paradigmas antigos que demonizavam gorduras naturais e promoviam carboidratos refinados como base da dieta.

Declarações que reforçam a mudança

Robert Kennedy Jr., secretário de saúde, de acordo com matéria da Veja, resumiu a nova linha de pensamento: “Coma comida de verdade. Estamos encerrando a guerra às gorduras saturadas e iniciando a guerra ao açúcar.”

O comissário da FDA, Dr. Marty Makary, reforçou que antigas diretrizes negligenciavam riscos reais de ultraprocessados e açúcares adicionados, enquanto restringiam proteínas de qualidade.

Segundo ele, a pirâmide antiga estava, na verdade, invertida, ao priorizar nutrientes de forma equivocada e gerar impactos negativos na saúde infantil, com 40% das crianças norte americanas apresentando alguma doença crônica.

Carboidratos e ultraprocessados sob novo olhar

O documento recomenda limitar pães, cereais refinados, biscoitos e açúcares adicionados, considerados motores das doenças crônicas modernas, como obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão.

Além disso, padrões com menor teor de carboidratos podem ser indicados em contextos clínicos específicos, algo impensável nas diretrizes anteriores.

Impacto global e simbolismo

Embora o Brasil já incentive a redução de ultraprocessados, a atualização americana gera repercussão internacional, sinalizando que a nutrição está passando por um processo de reavaliação global.

A mensagem principal é clara: focar em alimentos de verdade, reduzir ultraprocessados e encarar as gorduras naturais com menos receio.

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