Política
por Andrezza Souza
Publicado em 25/05/2026, às 20h32
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou um novo medicamento voltado ao tratamento da enxaqueca no Brasil. A autorização foi publicada nesta segunda-feira (25) no Diário Oficial da União e envolve o remédio Nurtec ODT, desenvolvido pela Pfizer.
O medicamento utiliza como princípio ativo o rimegepanto, substância criada especificamente para atuar nos mecanismos relacionados às crises de enxaqueca.
Segundo especialistas, um dos principais diferenciais do tratamento é a possibilidade de uso tanto durante as crises quanto de forma preventiva, dependendo da recomendação médica.
O rimegepanto pertence à classe dos antagonistas de CGRP, proteína associada à transmissão da dor e aos processos inflamatórios que acontecem durante as crises de enxaqueca.
O medicamento age bloqueando essa proteína no cérebro, ajudando a reduzir a intensidade dos sintomas e interromper as crises.
Outro diferencial apontado por neurologistas é o formato do comprimido, que dissolve na boca sem necessidade de água, o que pode facilitar o uso durante episódios intensos de dor.
Especialistas também destacam que o tratamento foi desenvolvido especificamente para enxaqueca, diferente de analgésicos comuns usados em dores de cabeça.
Pesquisas clínicas realizadas com pacientes adultos mostraram resultados positivos após a utilização do medicamento.
De acordo com os estudos, parte dos participantes apresentou alívio completo da dor cerca de duas horas após o uso do comprimido. Os testes também apontaram melhora em sintomas associados às crises, como náusea, sensibilidade à luz e sensibilidade ao som.
Os eventos adversos registrados durante os estudos apareceram em baixa frequência. Entre os principais relatos estão náusea e infecção urinária.
O rimegepanto faz parte de uma nova geração de medicamentos desenvolvida especificamente para enxaqueca, conhecida como “gepants”.
A expectativa pela aprovação do tratamento já existia entre especialistas e pacientes, principalmente porque parte dos brasileiros recorria à importação do medicamento antes da autorização nacional.
A Anvisa aprovou versões do medicamento em cartelas com 2, 8 e 16 comprimidos de 75 mg.
Até o momento, ainda não foram divulgadas informações oficiais sobre preço ou data de início da comercialização no Brasil.
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