Política

Nunes afirma que prisão de Maduro pode reduzir imigração venezuelana para SP

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Prefeito diz esperar diminuição do fluxo migratório após ação dos EUA, mas reforça que capital seguirá acolhendo estrangeiros  |   BNews SP - Divulgação Foto:Bruno Escolastico Sousa Silva/Nur
Érica Sena

por Érica Sena

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Publicado em 06/01/2026, às 09h43



O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos pode reduzir a necessidade de venezuelanos deixarem o país e migrarem para a capital paulista. A declaração foi feita na segunda-feira (5), durante conversa com jornalistas, ao comentar possíveis impactos da crise política internacional na cidade.

Segundo Nunes, a expectativa é de que a prisão de Maduro contribua para um cenário de maior estabilidade na Venezuela, diminuindo a pressão migratória.

Espero que não venham, até porque agora eles não têm necessidade, tendo em vista estar preso e respondendo lá na Justiça dos Estados Unidos esse ditador Nicolás Maduro”.

Acolhimento segue garantido, diz prefeito

Apesar da expectativa de redução no fluxo, Nunes ressaltou que São Paulo continuará aberta para receber imigrantes, como citado pela CNN Brasil.

A gente espera agora que eles não necessitem de que venham para cá. Se vierem, obviamente, a cidade de São Paulo, o estado de São Paulo vai receber a todos com muito carinho, como sempre fez.

De acordo com o prefeito, atualmente vivem na capital paulista 1.009 venezuelanos. A rede municipal de acolhimento, segundo ele, conta hoje com cerca de 27 mil vagas disponíveis em abrigos, das quais aproximadamente 21 mil estão ocupadas. A estrutura, afirma a gestão municipal, permite absorver novos imigrantes caso haja aumento na demanda.

Prisão de Maduro e acusações

Foto: Divulgação

Nicolás Maduro foi capturado após uma ação militar comandada pelos Estados Unidos na madrugada do último sábado (3). Ele foi levado a Nova York no mesmo dia e, na segunda-feira (5), participou de uma audiência em Manhattan ao lado da esposa, Cilia Flores. Na ocasião, declarou-se inocente e afirmou ser um “prisioneiro de guerra”.

O venezuelano é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração criminosa, segundo autoridades norte-americanas.

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