Política
Publicado em 25/06/2026, às 17h00 Amanda Ambrozio e Gabriela Pessanha
Durante a cerimônia de reinauguração do Teatro Municipal João Caetano, realizada na manhã desta quinta-feira (25), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), fez duras críticas à Enel.
Embora o evento marcasse a reabertura do espaço cultural na Vila Clementino, Nunes utilizou parte de seu pronunciamento para manifestar sua insatisfação com os serviços prestados pela companhia e relatar os impactos da atuação da empresa na cidade.
"Só nos traz problemas, é um terror", declarou o atual chefe do Executivo.
O BNews SP acompanhou a reabertura e questionou Nunes sobre as ações do governo sobre a conduta da concessionária.
Ricardo Nunes não poupou adjetivos negativos para descrever a relação com a distribuidora de energia.
O prefeito ressaltou o sofrimento enfrentado pelo comércio e pelo setor público, projetando cenários preocupantes para os períodos de chuvas.
"As empresas estão sofrendo, as obras públicas estão sofrendo, eles não atendem, eles não têm compromisso e, obviamente, não tem como a gente ficar em uma situação normal sabendo de que tem uma concessionária aqui que atrapalha o desenvolvimento da cidade", desabafou Nunes.
O reflexo dos problemas com a concessionária foi endossado pelo Secretário Municipal de Cultura de São Paulo, José Antônio Silva Parente, conhecido como Totó Parente.
De acordo com o secretário, a conduta da Enel provocou um atraso de 24 meses nas obras do teatro, fazendo com que a entrega oficial do centro cultural demorasse quase dois anos a mais do que o inicialmente previsto.
Diante do cenário de sucessivos atrasos e falhas na prestação do serviço, Ricardo Nunes defendeu abertamente a interrupção do contrato com a Enel.
"Essa empresa que já passou do tempo de sair daqui, como foi de Guarulhos", declarou.
Nunes informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já deu início ao processo administrativo que pode resultar na caducidade do contrato de concessão da empresa.
Atualmente, ele está sob a análise de defesa administrativa.
No próximo passo, a agência reguladora deve recomendar ou não a caducidade ao Ministério de Minas e Energia (MME), que detém a decisão final sobre o encerramento do contrato.
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