Política
por Amanda Ambrozio
Publicado em 21/10/2026, às 13h30
A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu seis pontos percentuais em uma semana e chegou a 47%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21).
Apesar da redução, o índice permanece próximo ao do senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 52% dos entrevistados que afirmam não votar nele.
O levantamento anterior apontava rejeição de 53% a Lula e de 54% a Flávio. No caso do senador, a variação de dois pontos percentuais para baixo está dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais.
Os dados também mostram diferenças entre os grupos que rejeitam cada candidato. Flávio Bolsonaro apresenta índices mais altos entre mulheres, católicos, eleitores de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família.
Já Lula é mais rejeitado entre homens, evangélicos e moradores da região Sul, segundo o jornal Estado de S. Paulo.
Entre as mulheres entrevistadas, 57% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 42% rejeitam Lula. Entre os homens, o cenário se inverte: 53% dizem que não votariam no presidente, contra 46% que rejeitam o senador do PL.
A diferença também aparece quando a pesquisa considera a renda familiar. Entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, 60% afirmam que não votariam em Flávio, enquanto 39% rejeitam Lula.
Entre os beneficiários do Bolsa Família, a distância é ainda maior. Nesse grupo, 68% dizem que não votariam no senador, enquanto 27% afirmam que não escolheriam o atual presidente.
A pesquisa aponta que a rejeição a Lula é mais expressiva entre os eleitores evangélicos. Nesse segmento, 60% afirmam que não votariam no presidente, enquanto 37% rejeitam Flávio Bolsonaro.
Entre os católicos, os números são diferentes: 57% dizem que não votariam no senador, enquanto 41% rejeitam Lula.
Na divisão regional, o presidente registra o maior índice de rejeição no Sul, onde 59% dos entrevistados afirmam que não votariam nele. Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem sua maior rejeição no Nordeste, com 65%.
Os resultados indicam que a resistência aos dois candidatos varia conforme características sociais, religiosas e regionais do eleitorado.
O levantamento também aponta uma mudança na percepção dos eleitores sobre os possíveis resultados da disputa presidencial. Pela primeira vez desde agosto, o medo do retorno da família Bolsonaro ao poder superou o receio de um novo mandato de Lula.
Segundo a Quaest, 44% dos entrevistados afirmam temer mais a vitória de Flávio Bolsonaro, enquanto 42% dizem temer mais a reeleição do atual presidente. Na pesquisa anterior, os dois grupos representavam 43% dos entrevistados cada.
A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 20 de outubro, com 2.154 entrevistas domiciliares com brasileiros de 16 anos ou mais. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08535/2026.
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