Política

Quem decide a eleição em SP? Veja o perfil dos 34 milhões de eleitores

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Com 34.104.226 eleitores, SP representa 21,48% do total brasileiro, consolidando-se como o maior colégio eleitoral do país  |   BNews SP - Divulgação Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 21/07/2026, às 11h06



O estado de São Paulo terá 34.104.226 eleitoras e eleitores aptos a votar nas Eleições 2026, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (20), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O número representa 21,48% do eleitorado brasileiro, estimado em 158,7 milhões de pessoas, consolidando o estado como o maior colégio eleitoral do país.

As mulheres são maioria entre os eleitores paulistas, com 18,1 milhões de votantes (53%), enquanto os homens somam 15,9 milhões (47%).

A faixa etária mais numerosa é a de 40 a 44 anos, com 3,48 milhões de eleitores, seguida pelos grupos de 45 a 49 anos (3,38 milhões) e de 35 a 39 anos (3,23 milhões).

Jovens e idosos


O estado reúne 8,5 milhões de eleitores com mais de 60 anos, dos quais 45,72% têm 70 anos ou mais.

Já os jovens de 16 e 17 anos aptos a votar somam 180.229 pessoas. Pela legislação eleitoral, podem votar nas eleições de 2026 os cidadãos que completarem 16 anos até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Capital concentra maior parte dos eleitores

São Paulo conta com 645 municípios, 11.020 locais de votação e 103.841 seções eleitorais, das quais 36.689 são acessíveis. Apenas a capital concentra 9.135.407 eleitores, o equivalente a 26,7% do eleitorado estadual.

No primeiro turno, em 4 de outubro, os brasileiros escolherão presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais. Caso necessário, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.


Escolaridade


Entre os eleitores paulistas, 33,45% declararam ter ensino médio completo, o maior percentual entre os níveis de escolaridade. Na sequência aparecem os que possuem ensino fundamental incompleto (17,53%) e ensino médio incompleto (16,67%).

Já 5,13 milhões de pessoas (15,05%) informaram ter ensino superior completo. Outros 2,85% declararam apenas saber ler e escrever, enquanto 1,68% do eleitorado, o equivalente a 574.211 pessoas, informou ser analfabeto.


Voto obrigatório e facultativo


Dos mais de 34 milhões de eleitores paulistas, 29,7 milhões (87,08%) estão sujeitos ao voto obrigatório. Outros 4,4 milhões (12,92%) têm voto facultativo, caso dos jovens de 16 e 17 anos, dos maiores de 70 anos e das pessoas analfabetas.


Biometria


A biometria já foi cadastrada por 30,2 milhões de eleitores do estado, o que representa 88,8% do total. Quem ainda não realizou o cadastramento biométrico, mas está com a situação eleitoral regular, poderá votar normalmente mediante apresentação de um documento oficial com foto.


Eleitores com deficiência


O cadastro da Justiça Eleitoral registra 510.998 eleitores paulistas com algum tipo de deficiência ou dificuldade para o exercício do voto.

Desse total, 158.316 declararam deficiência de locomoção, 53.192 informaram deficiência visual e 32.741 relataram deficiência auditiva. Outros 289.414 registraram diferentes tipos de deficiência.

Para garantir acessibilidade, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) disponibiliza seções eleitorais adaptadas, instaladas em locais sem barreiras arquitetônicas.


Cresce número de indígenas e quilombolas


O levantamento do TSE aponta crescimento no número de eleitores indígenas em São Paulo, que passou de 3.706 em 2024 para 7.492 em 2026, um aumento de 102,1%.

Também houve avanço no cadastro de eleitores quilombolas, que subiu de 2.180 para 3.941, alta de 80,7%.

Segundo o TRE-SP, o resultado reflete ações do Programa de Inclusão Político-Eleitoral, voltado à ampliação do acesso ao cadastro eleitoral em comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos rurais.


Nome social


No estado, 12.331 eleitores estão aptos a votar utilizando o nome social, número que representa cerca de 32% de todos os registros desse tipo no país.

A possibilidade é garantida por resolução do TSE, que assegura a pessoas transexuais, travestis e transgêneras o direito de serem identificadas nos documentos eleitorais pelo nome com o qual se reconhecem.

Classificação Indicativa: Livre

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