Política

Quem é Eduarda Campopiano, a deputada mais votada de SP

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Aos 23 anos, Eduarda Campopiano, vereadora de Praia Grande chegou à Alesp com forte presença nas redes e mais de 1,9 milhão de votos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 05/10/2026, às 06h00



Eduarda Campopiano, do Partido Liberal (PL), foi a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026. Aos 23 anos, ela recebeu 1.956.238 votos com 100% das urnas apuradas.

Nascida em Campinas, em 22 de julho de 2003, Eduarda iniciou sua trajetória eleitoral em 2024. Naquele ano, foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, com 3.583 votos. Ela assumiu o mandato aos 21 anos.

Antes de chegar à disputa estadual, ganhou projeção nas redes sociais por conteúdos ligados a pautas conservadoras e ao bolsonarismo. Na campanha de 2026, manteve uma estratégia baseada principalmente na comunicação digital.

Posicionamentos políticos

Foto: Reprodução/Instagram
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Durante a campanha, Eduarda defendeu a família tradicional, a vida desde a concepção e a presença de princípios cristãos na política. Também se posicionou contra pautas progressistas, o feminismo contemporâneo e o que define como “cultura woke”.

Na área de segurança pública, defendeu o direito ao porte de armas de fogo. Segundo o G1, ela argumentou que a medida poderia ampliar a proteção das mulheres contra a violência.

A candidata também se manifestou contra políticas de cotas raciais e contra propostas de reconhecimento formal da prostituição como profissão.

Polêmica durante a campanha

Foto: Reprodução/Instagram e YouTube/RedCast
Foto: Reprodução/Instagram e YouTube/RedCast

Meses antes da eleição, declarações feitas por Eduarda sobre a colonização do Brasil provocaram repercussão. Em participação no podcast RedCast, ela afirmou agradecer a Deus pela chegada dos colonizadores e pela catequização dos povos indígenas.

As declarações levaram a artista e liderança indígena Katú Mirim a registrar um boletim de ocorrência por preconceito de raça ou cor. Ela alegou que as falas ofenderam a cultura, a história e os povos indígenas.

Campanha e votação

Dados da Justiça Eleitoral citados na reportagem apontam que Eduarda declarou ocupação de vereadora, ensino médio completo e não informou bens à Justiça Eleitoral.

A campanha para deputada estadual arrecadou cerca de R$ 755 mil. Mais de 90% dos recursos vieram do diretório nacional do PL, enquanto a maior parte das despesas foi destinada ao impulsionamento de conteúdo na internet.

Na eleição, Eduarda alcançou a segunda maior votação da história para a Alesp, atrás apenas de Janaína Paschoal, que recebeu cerca de 2 milhões de votos em 2018, conforme o levantamento apresentado pelo G1.

Durante a campanha, Eduarda também fez dobradinha com Lucas Pavanato, candidato do PL a deputado federal. Ele terminou a disputa como o deputado federal mais votado da história de São Paulo.

Classificação Indicativa: Livre

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