Política
Quais regiões de São Paulo oferecem melhores condições de vida para os cães? Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Sebrae, na capital paulista, buscou responder a essa pergunta ao criar o chamado Ranking Caramelo, que avalia a infraestrutura urbana voltada aos pets nos diferentes distritos da cidade.
O levantamento aponta Moema, Perdizes e Jardim Paulista como os distritos mais favoráveis para a vida dos cães, reunindo maior oferta de serviços especializados e acesso a áreas verdes.
No extremo oposto aparecem Brás, Pari e Jaguará, que concentram os piores indicadores avaliados pela pesquisa, como citado pela Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo.
O estudo foi conduzido em 2025 pelo professor Rodolfo Ribeiro, coordenador de Pesquisa de Distribuição de Serviços em São Paulo da Fatec. A metodologia levou em conta dois grandes eixos: serviços voltados aos pets e lazer, representado pela cobertura vegetal disponível em cada distrito.
Foram analisados dados sobre pet shops, clínicas e hospitais veterinários, obtidos por meio da API Places do Google Maps Platform, com coletas realizadas em março e outubro de 2025.
Já as informações sobre áreas verdes vieram do Mapa das Desigualdades 2024, elaborado pela Rede Nossa São Paulo. Para garantir comparabilidade, os distritos tiveram sua cobertura vegetal ajustada por quilômetro quadrado.
Inspirado no modelo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o ranking combina os indicadores para gerar uma nota final de qualidade de vida canina.
A pesquisa identificou 5.911 pet shops em funcionamento na cidade de São Paulo. Os distritos com maior concentração desses estabelecimentos são República, Bela Vista e Perdizes. Já as regiões com menor oferta incluem Marsilac, Pari e Parelheiros.
No caso dos serviços veterinários, foram mapeados 1.861 consultórios e hospitais, sendo que 847 também atuam como lojas. Moema, Vila Mariana e Jardim Paulista lideram em quantidade, enquanto Marsilac, Anhanguera e Grajaú aparecem entre os últimos colocados.
A cobertura vegetal é o indicador mais desigual da cidade. Embora São Paulo tenha, em média, 48% de área verde, esse percentual está concentrado em distritos extensos e menos povoados, como Marsilac, Parelheiros e Tremembé, que juntos concentram metade de toda a vegetação da capital.
Ribeiro chama atenção para outro dado revelador do estudo: os pequenos empreendimentos dominam o mercado pet. “As duas maiores redes representam apenas 2,6% do total de pet shops do município”, destaca o pesquisador.
Classificação Indicativa: Livre