Política

Salário mínimo, servidores e Bolsa Família: principais pontos do Orçamento 2026

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Apesar do aumento do salário mínimo para R$ 1.631, o Brasil deve encerrar 2026 com um rombo de R$ 23,3 bilhões nas contas públicas.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 30/08/2025, às 10h04



O governo federal apresentou ao Congresso, nesta sexta-feira (29), a proposta de orçamento para 2026. O texto detalha como serão distribuídos os recursos públicos no próximo ano, incluindo reajustes salariais, investimentos e programas sociais.

Apesar da intenção de equilibrar as contas, a projeção oficial mostra que o país deve encerrar 2026 no vermelho, segundo o G1.

O rombo estimado é de R$ 23,3 bilhões, mesmo com medidas para ampliar a arrecadação.

Salário mínimo terá aumento

Um dos pontos centrais do projeto é a previsão de salário mínimo de R$ 1.631 em 2026, frente aos atuais R$ 1.518. O valor representa alta de 7,4% e reflete a política de valorização que combina inflação com crescimento da economia.

O número final, porém, só será conhecido em dezembro, quando o IBGE divulgar o INPC de novembro. O piso nacional é referência para cerca de 60 milhões de brasileiros.

Contas públicas sob pressão

A meta anunciada pelo governo é de superávit de 0,25% do PIB, o equivalente a R$ 34,3 bilhões. Na prática, entretanto, após ajustes previstos em lei, o resultado deve ser negativo.

Para tentar reduzir o déficit, a equipe econômica aposta no aumento de impostos sobre fintechs, apostas online, cooperativas e títulos isentos, além da retomada da cobrança sobre juros de capital próprio. Outras receitas virão de leilões de petróleo, dividendos de estatais e renegociação de dívidas.

Caso o Congresso derrube parte dessas medidas, cortes adicionais terão de ser feitos.

Servidores e programas sociais

O orçamento reserva R$ 12,1 bilhões para reajustes já firmados com servidores do Executivo e outros R$ 4,4 bilhões para novos acordos em 2026. O impacto da folha deve chegar a R$ 350,4 bilhões.

Enquanto isso, o Bolsa Família não terá aumento. O programa receberá R$ 158,6 bilhões, valor inferior ao previsto no orçamento de 2025. O benefício segue atendendo cerca de 19 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade.

Gov

Emendas e fundo eleitoral

Os parlamentares terão à disposição R$ 40,8 bilhões em emendas no próximo ano. Já o fundo eleitoral contará com R$ 1 bilhão, montante destinado a financiar as campanhas presidenciais e legislativas de 2026.

Investimentos mínimos

A proposta também separa R$ 85,5 bilhões para investimentos públicos, sobretudo nas obras do Novo PAC. No entanto, como se trata de despesa discricionária, os valores poderão ser reduzidos se a arrecadação ficar abaixo do esperado.

O orçamento mostra avanços em áreas como salário mínimo e servidores, mas confirma as dificuldades para conter o déficit fiscal.

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