Política
por Andrezza Souza
Publicado em 12/06/2026, às 21h50
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) descartou o segundo caso suspeito de Ebola registrado no estado em 2026. O resultado foi confirmado após duas análises laboratoriais realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz apresentarem resultado negativo para a doença.
A paciente é uma brasileira de 31 anos que esteve recentemente na República Democrática do Congo. Ela procurou atendimento médico após apresentar febre e diarreia, sintomas que levaram à notificação do caso pelas autoridades de saúde.
Após avaliação inicial, a mulher foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista, onde permanece internada. Segundo a SES-SP, ela apresenta boa evolução clínica e recebe tratamento para um quadro de gastroenterocolite aguda.
As amostras coletadas passaram por exames de biologia molecular capazes de identificar a presença do vírus Ebola.
Como a primeira coleta ocorreu antes de 72 horas do início dos sintomas, foi necessária uma nova análise, conforme recomenda o protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os dois exames apresentaram resultado negativo, descartando oficialmente a infecção.
Segundo o Instituto Adolfo Lutz, esse procedimento é adotado para aumentar a segurança diagnóstica quando a coleta inicial ocorre muito cedo.
Este é o segundo caso suspeito investigado e descartado em São Paulo neste ano.
No início de junho, um homem de 37 anos, que também havia retornado da República Democrática do Congo, passou pelo mesmo protocolo de investigação e teve resultado negativo para Ebola.
De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, a identificação rápida de pacientes com histórico de viagem a áreas com transmissão ativa é essencial para garantir medidas de biossegurança e assistência adequada.
Após os casos suspeitos registrados nas últimas semanas, o Governo de São Paulo reforçou as ações de vigilância epidemiológica em todo o estado.
Mais de 1,1 mil profissionais de saúde participaram de treinamentos sobre identificação, notificação e manejo de pacientes com suspeita da doença, além dos protocolos de prevenção e controle.
A Secretaria também atualizou as orientações técnicas destinadas aos serviços de saúde para agilizar o atendimento e o monitoramento de possíveis ocorrências.
O Ebola é uma doença viral que pode causar febre alta, dores musculares, fadiga, vômitos, diarreia e, em casos graves, manifestações hemorrágicas e falência múltipla de órgãos.
A transmissão acontece apenas após o início dos sintomas, por meio do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas.
Segundo as autoridades sanitárias, o risco de introdução do vírus no Brasil continua sendo considerado muito baixo, mas o monitoramento permanece intensificado para garantir resposta rápida diante de qualquer suspeita.
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