Política
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 18/10/2026, às 20h56
A segurança pública foi o tema da primeira pergunta do debate presidencial da Band, realizado na noite deste domingo (18), em São Paulo. Durante o confronto, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu o endurecimento das leis contra organizações criminosas e criticou a política de segurança do governo federal. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, abordou a concentração de renda e a necessidade de ampliar o desenvolvimento econômico do país.
O debate ainda foi marcado por bate-boca durante a transmissão. O clima esquentou quando o candidato do PL provocou Lula ao questioná-lo sobre a relação com a lobista e empresária Roberta Luchsinger.
Em resposta, o presidente afirmou que os desdobramentos envolvendo a empresária devem ser tratados pela Polícia Federal e ressaltou que não interfere nas investigações conduzidas pela corporação.
Ao tratar da segurança pública, Flávio afirmou que pretende classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações narcoterroristas. Segundo o candidato, a medida seria direcionada ao combate a grupos criminosos que controlam territórios e impõem regras à população.
“Vocês que moram nessas áreas que são dominadas por esses marginais, onde eles implementam medo coletivo, onde eles impõem a própria lei”, declarou.
O candidato do PL também prometeu retomar o controle de territórios urbanos e unidades prisionais dominados por facções criminosas. Para isso, defendeu a aplicação de penas mais severas e citou a legislação antifacção, que, segundo ele, prevê punições de até 80 anos de prisão para líderes dessas organizações.
“Eu vou para dentro desses marginais com leis mais duras, com a lei antifacção que nós aprovamos”, afirmou.
Flávio também criticou a atual gestão federal, acusando o governo de adotar medidas que favorecem a saída de criminosos da prisão sob a justificativa da superlotação do sistema penitenciário.
Na sequência, Lula abordou questões econômicas e defendeu a distribuição de renda como caminho para reduzir a pobreza e a desigualdade social. O presidente argumentou que a concentração de recursos nas mãos de uma parcela pequena da população prejudica o desenvolvimento do país.
“Muito dinheiro na mão de poucos significa pobreza e miséria. Pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição de riqueza, distribuição de renda”, declarou.
Lula também mencionou medidas de incentivo à geração de empregos e ao crescimento econômico. Ao defender a condução de sua política econômica, o presidente citou a situação das contas externas do país quando assumiu o governo e afirmou que o Brasil enfrentava dificuldades financeiras, incluindo uma dívida de US$ 30 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a falta de reservas suficientes.
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O debate da Band marca o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno da disputa presidencial.
“O que é que nós precisamos fazer nesse país? Nós precisamos fazer, primeiro, o dinheiro circular na mão das pessoas. Por quê? Muito dinheiro na mão de pouco significa pobreza e miséria. E pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição de riqueza, distribuição de renda. É por isso que foi no meu governo que nós criamos a lei geral da pequena e média empresa. É por isso que nós criamos o MEI”, disse Lula.
O debate foi dividido em blocos que combinam confronto direto e participação de jornalistas. Ao longo de dois blocos centrais, Lula e Flávio tiveram tempo livre para administrar respostas, réplicas e movimentação pelo palco, permitindo embates mais diretos entre os postulantes.
A dinâmica incluiu também perguntas formuladas por jornalistas do Grupo Bandeirantes e do pool de veículos que participam da transmissão, formado por TV Gazeta, TV Cultura, Jovem Pan e o jornal O Estado de S. Paulo. O encontro prevê declarações de abertura, considerações finais e avaliações em tempo real durante a cobertura.
A ordem das respostas e a disposição dos participantes no cenário foram estabelecidas por meio de sorteio. Pela definição do sorteio, o candidato Flávio Bolsonaro ficou posicionado no lado esquerdo do estúdio, enquanto o candidato Lula ocupou o lado direito. A mediação do programa e a formulação das perguntas da emissora estarão a cargo dos âncoras Eduardo Oinegue e Adriana Araújo.
O programa foi dividido em três blocos compostos por perguntas dos apresentadores e enfrentamento direto entre os postulantes:
Primeiro bloco: Os âncoras abriram o debate fazendo uma pergunta para cada candidato. Em seguida, foi iniciado o confronto direto, no qual Lula e Flávio Bolsonaro ficaram livres no estúdio para debaterem por 30 minutos.
Segundo bloco: Começou com uma pergunta elaborada pelos âncoras para cada participante. Na sequência, abriu-se a dinâmica em que um candidato pergunta diretamente para o outro.
Terceiro bloco: Manteve a mesma regra do bloco anterior, com perguntas dos apresentadores e confronto direto entre os candidatos, além de reservar o espaço final para as considerações finais de cada um.
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