Política
O Governo de São Paulo realizou nesta quinta-feira (29), em Campinas, a primeira audiência pública para apresentar o projeto de concessão do Sistema Adutor Regional das Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (SAR-PCJ).
A iniciativa marca o início do debate público sobre uma das principais apostas do estado para ampliar a segurança hídrica em uma das regiões mais populosas e industrializadas do interior paulista, como citado pela Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo.
A proposta é conduzida pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), e integra um pacote estadual estimado em cerca de R$ 25 bilhões voltado à segurança hídrica, adaptação às mudanças climáticas e prevenção de enchentes.
Além do encontro presencial em Campinas, uma segunda audiência será realizada de forma virtual no dia 2 de fevereiro, ampliando a possibilidade de participação da sociedade civil, especialistas e gestores públicos. Para se manifestar, é necessário realizar inscrição prévia por meio de formulário disponível no site da SPI, dentro dos prazos estabelecidos.
Paralelamente, a consulta pública do projeto segue aberta até 10 de fevereiro, permitindo o envio de contribuições por escrito que poderão influenciar o aperfeiçoamento da modelagem antes da publicação do edital de concessão.
O SAR-PCJ tem como foco a ampliação da captação e da adução de água nas Bacias PCJ, além da operação e manutenção de estruturas estratégicas, como as barragens de Pedreira e Duas Pontes e a Unidade de Tratamento de Rio do Camanducaia. O investimento estimado é de R$ 1,9 bilhão ao longo de 30 anos de concessão.
A área de abrangência envolve 21 municípios. Campinas, o maior deles, será contemplada com uma adutora de 7,1 quilômetros, que fará a captação no Rio Jaguari e levará a água até uma nova estação de tratamento a ser implantada no bairro Gargantilha.
Entre os principais benefícios projetados estão o aumento da regularização das vazões dos rios e barragens da região, com ganhos estimados de até 17 mil litros de água por segundo, além da preservação da qualidade dos mananciais.
O governo aposta que o projeto vai garantir maior regularidade no abastecimento, tornando o sistema mais resiliente diante do crescimento populacional e das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que fortalece o desenvolvimento econômico regional.
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