Política

SP libera cartas de crédito para 12,5 mil famílias comprarem imóvel

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Iniciativa do Governo de SP visa facilitar acesso à casa própria com 12,5 mil novas Cartas de Crédito Imobiliário para famílias de 62 municípios.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Governo de SP
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 27/03/2026, às 06h37



O Governo de São Paulo anunciou a liberação de 12,5 mil novas Cartas de Crédito Imobiliário por meio do programa Casa Paulista.

A iniciativa envolve um aporte de R$ 159 milhões e atende famílias de 62 municípios. Os subsídios variam entre R$ 10 mil e R$ 16 mil, conforme o porte das cidades beneficiadas.

Segundo a Agência SP, medida é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Habitacional e Urbano e tem como foco facilitar a compra do primeiro imóvel.

O benefício é destinado a famílias com renda mensal de até 3 salários mínimos, que poderão utilizá-lo em empreendimentos aprovados pelo programa.

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Histórico e volume de investimentos

Esta é a nona etapa de liberação das cartas de crédito desde 2023. Ao todo, já foram distribuídas 96,3 mil unidades, somando R$ 1,2 bilhão em recursos estaduais. O volume representa um crescimento de 88% em relação a todo o período entre 2012 e 2022, quando foram concedidos 50,8 mil subsídios.

Segundo o governo, o aumento no número de beneficiários está ligado à ampliação dos investimentos e à reestruturação do programa. A estratégia inclui maior integração com municípios e uso combinado de recursos estaduais e federais.

Como funciona o subsídio

O modelo permite que o valor recebido seja somado ao FGTS e a programas habitacionais federais, ampliando as possibilidades de financiamento. Com isso, o beneficiário pode aumentar o valor de entrada ou reduzir o peso das parcelas mensais. Essa combinação torna o crédito mais acessível para famílias com menor capacidade financeira.

Levantamento do programa aponta que, em 2025, a renda média dos contemplados foi de R$ 2,8 mil. Já compradores sem o subsídio, nos mesmos empreendimentos, tinham renda média de R$ 5,2 mil. Em cidades como Sorocaba e Itaquaquecetuba, essa diferença superou R$ 7 mil.

Critérios de distribuição e planejamento

Para definir a divisão dos recursos, o programa utiliza o Índice de Priorização de Pleitos. Esse mecanismo considera fatores como déficit habitacional, histórico de investimentos e capacidade das prefeituras. O objetivo é garantir uma distribuição mais equilibrada e eficiente dos subsídios entre os municípios.

A ferramenta também avalia o desempenho das etapas anteriores e o planejamento das entregas, sendo atualizada continuamente para aprimorar a execução da política habitacional.

Incentivo a cidades menores

Municípios com até 20 mil habitantes passaram a receber um valor maior por família. Desde abril, o subsídio nesses locais subiu 60%, chegando a R$ 16 mil. A mudança busca estimular o acesso ao programa em regiões com menor renda e menor presença de empreendimentos imobiliários.

Nesta fase, cidades como Canitar, Estiva Gerbi e Sud Mennucci foram contempladas com o novo valor. A decisão foi baseada na dificuldade das empresas em atuar nesses mercados, devido ao perfil econômico local.

O programa segue aberto a interessados que atendam aos critérios e obtenham aprovação de financiamento pela Caixa Econômica Federal, responsável pela análise e liberação do crédito habitacional.

Classificação Indicativa: Livre

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