Política
por Marcela Guimarães
Publicado em 09/04/2026, às 10h55
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp) convocou uma paralisação da rede estadual para esta quinta e sexta-feira, dias 9 e 10 de abril.
A mobilização traz diversas reivindicações da categoria, como reajuste salarial, valorização profissional e melhores condições de trabalho.
Os pontos principais incluem a aplicação do piso nacional como base da carreira docente, além de mudanças em políticas educacionais em andamento no estado.
A pauta também inclui a retirada do Projeto de Lei (PL) 1316, que trata da Reforma Administrativa da Educação, e a revogação da Avaliação de Desempenho, considerada injusta pela entidade.
Os professores ainda cobram a abertura de classes no ensino regular, na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno e o fortalecimento da Educação Especial inclusiva.
“A paralisação é resultado de uma deliberação da assembleia do dia 6, quando também paramos. Estamos dando continuidade à campanha salarial, que também pede a devolução do confisco dos aposentados, entre outras coisas. Acrescente-se ainda o PL 1316, que é mais um ataque à educação e que queremos que seja retirado, porque trata de avaliações que punem os professores, com possibilidade de remoção obrigatória”, afirmou o presidente interino da Apeoesp, Roberto Guido.
A entidade também destaca a necessidade de implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a equiparação salarial dos professores da educação básica com outros profissionais de nível superior.
Outro tema criticado pelo movimento é a chamada “plataformização do ensino”, que diz respeito ao uso intensivo de plataformas de empresas privadas no processo de aprendizagem e na rotina escolar.
Na sexta-feira (10), às 16h, está prevista uma assembleia no Vão Livre do Masp, na Av. Paulista, onde a categoria irá discutir sobre os próximos passos da greve. As informações são da Agência Brasil.
Classificação Indicativa: Livre