Política

STJ corta penduricalhos de ministro investigado por assédio sexual e afastado do tribunal

Luiz Silveira/Agência CNJ
Após o corte, o salário líquido do ministro caiu para R$ 35 mil em maio  |   BNews SP - Divulgação Luiz Silveira/Agência CNJ
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 27/05/2026, às 08h47



O salário do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mesmo afastado das funções, ainda era de mais de R$ 100 mil devido aos penduricalhos. Porém, o tribunal suspendeu os benefícios e o seu salário líquido agora em maio foi de R$ 35,1 mil. Buzzi está afastado por suspeita de assédio sexual.

Uma jovem de 18 anos acusou o ministro de assédio cometido em Balneário Camboriú (SC) no início do ano, onde ela passava férias com a família na casa do ministro que nega as acusações.  As informações são do G1.

De acordo com o Portal da Transparência do STJ, as verbas indenizatórias incluem benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, auxílio-saúde, auxílio-natalidade, auxílio-moradia e ajuda de custo, além de outras parcelas da mesma natureza. Todos esse benefícios foram cortados. 

Nesta terça-feira (26), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que o contracheque de juízes devem ser únicos para garantir maior transparência. No STF, a Primeira Turma decidiu extinguir a aposentadoria compulsória remunerada como punição máxima para magistrados em processos administrativos disciplinares. Até então, juízes punidos podiam ser afastados da função, mas continuavam recebendo vencimentos proporcionais.

Mesmo após o corte dos penduricalhos, Buzzi segue recebendo, além do salário bruto de R$ 44 mil, outros R$ 16,4 mil classificados no contracheque como “vantagens pessoais”, sem considerar os descontos. Segundo o Portal da Transparência do STJ, essa rubrica pode incluir adicionais como “vantagem pessoal nominalmente identificada”, adicional por tempo de serviço, quintos, décimos, vantagens decorrentes de sentença judicial ou extensão administrativa e abono de permanência.

Em valores brutos, sem considerar os descontos de previdência, imposto de renda e a retenção do teto constitucional, o contracheque do magistrado foi de R$ 61,1 mil em maio. No mês anterior, antes do corte dos penduricalhos, esse valor foi de quase R$ 127 mil e, em março, R$ 132 mil.

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