Política
por Andrezza Souza
Publicado em 14/05/2026, às 08h40
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a disponibilizar um teste genético capaz de identificar mutações hereditárias ligadas ao câncer de mama e de ovário. A medida foi oficializada pelo Ministério da Saúde e representa um avanço na ampliação do acesso à medicina de precisão na rede pública.
O exame utiliza a técnica de sequenciamento genético para detectar alterações nos genes BRCA1 e BRCA2, conhecidos por aumentar significativamente o risco de desenvolvimento desses tipos de câncer. A tecnologia já é utilizada na rede privada e agora deverá ser incorporada ao atendimento público em até 180 dias.
Segundo especialistas, a identificação dessas mutações pode ajudar na definição de tratamentos mais adequados, além de permitir o monitoramento de familiares que também possam apresentar predisposição genética à doença.
A incorporação do teste foi aprovada após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A proposta havia sido apresentada por entidades ligadas à mastologia e ao combate ao câncer de mama.
De acordo com o Ministério da Saúde, o exame será direcionado inicialmente para mulheres diagnosticadas com câncer de mama e com indicação clínica de investigação genética. O objetivo é identificar casos de origem hereditária e aprimorar estratégias de prevenção e tratamento.
As mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 estão entre as alterações hereditárias mais associadas ao aumento do risco de câncer de mama. Em alguns casos, pacientes portadoras dessas variantes podem desenvolver a doença mais precocemente ou apresentar maior chance de recorrência.
A expectativa é que a inclusão do exame no SUS amplie o acesso ao diagnóstico genético, antes restrito principalmente à saúde suplementar, e contribua para o diagnóstico precoce e o acompanhamento preventivo de grupos de maior risco.
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