Política

Tarcísio anuncia plano de criar “DHPP da Mulher” após alta recorde de feminicídios em SP

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Governador afirma que novo departamento da Polícia Civil será exclusivo para investigar crimes contra mulheres e reduzir indicador que segue em alta  |   BNews SP - Divulgação Foto: Freepik
Érica Sena

por Érica Sena

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Publicado em 25/03/2026, às 10h42



O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou nesta terça-feira (24) que estuda a criação de um novo departamento na Polícia Civil do Estado de São Paulo voltado exclusivamente ao combate aos feminicídios.

A proposta surge em meio ao aumento contínuo desse tipo de crime, que contrasta com a queda registrada em outros indicadores de violência no estado, como citado pelo site Metrópoles.

Novo departamento e estratégia do governo

A ideia é estruturar uma espécie de “DHPP da Mulher”, nos moldes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, especializado na investigação de assassinatos. O novo setor teria foco específico em crimes de feminicídio, com atuação dedicada e reforço na estrutura investigativa.

Segundo o governador, o objetivo é enfrentar diretamente o único indicador criminal que não apresentou redução recente. A proposta também inclui ampliar a participação feminina no Conselho da Polícia Civil, como parte das ações voltadas ao tema.

Números em alta e pressão por respostas

Dados recentes mostram que São Paulo vive um recorde de feminicídios. Em 2025, foram registrados 266 casos, um aumento de cerca de 8% em relação ao ano anterior. Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que, entre 2021 e 2025, o número de vítimas quase dobrou, com crescimento de 96%.

tarcisio de freitas

Casos de grande repercussão aumentaram a pressão sobre o governo. Entre eles, o assassinato da policial militar Gisele Alves Santana, atribuído ao marido, e a morte de Tainara Souza Santos, que geraram mobilização social e críticas à gestão estadual.

Resposta do governo e debate político

Ao comentar o tema, Tarcísio afirmou que a punição rigorosa dos responsáveis é essencial para combater a sensação de impunidade. Ele também destacou que o problema não é exclusivo de São Paulo, classificando o feminicídio como uma questão nacional.

A proposta do novo departamento ocorre em um cenário de cobrança por políticas públicas mais eficazes de proteção às mulheres e deve ganhar espaço no debate político ao longo do ano, especialmente diante do aumento dos casos e da mobilização da sociedade civil.

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