Política

Tarcísio busca empréstimo bilionário para obras no Rodoanel; entenda

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Governador Tarcísio de Freitas solicita autorização para empréstimos que podem alcançar R$ 15 bilhões para obras no Rodoanel  |   BNews SP - Divulgação Foto: Pablo Jacob/Gov SP
Érica Sena

por Érica Sena

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Publicado em 20/03/2026, às 12h07



O governador de Tarcísio de Freitas solicitou autorização da Assembleia Legislativa de São Paulo para contratar empréstimos que podem chegar a R$ 15 bilhões, incluindo recursos destinados a obras no Rodoanel Mário Covas.

Desse total, cerca de R$ 942 milhões devem ser direcionados à construção de alças de acesso e à implantação do sistema de pedágio eletrônico free flow, como citado pelo site Metrópoles.

As intervenções estão previstas para os trechos Sul e Leste do Rodoanel e fazem parte de um projeto mais amplo, que também contempla melhorias viárias e ajustes contratuais com a concessionária responsável pela operação.

Obras e implantação do free flow

O investimento total nas obras está estimado em aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Segundo o governo estadual, parte desse valor, cerca de R$ 355 milhões, já foi garantida por meio de recursos do Tesouro estadual, sendo o restante dependente da aprovação do financiamento.

Entre as ações previstas está a construção de acessos que vão interligar o Rodoanel aos municípios de Suzano e Poá, além da implementação do sistema free flow, que permite a cobrança automática de pedágio sem a necessidade de praças físicas.

A proposta será executada em etapas, com uma fase inicial de adequações estruturais no chamado Complexo Alto Tietê, seguida pela instalação completa do sistema eletrônico de cobrança.

Pacote de investimentos e críticas

O pedido de empréstimo faz parte de um conjunto de projetos considerados estratégicos pela gestão estadual, incluindo iniciativas como o programa Superação da Pobreza, obras no trecho Norte do Rodoanel e a criação do Novo Centro Administrativo.

A implantação do free flow, no entanto, tem gerado críticas de adversários políticos. O ministro Guilherme Boulos e a deputada Tabata Amaral questionaram o modelo, apontando preocupações sobre possíveis cobranças automáticas aos motoristas.

Em resposta, o governo afirma que o Estado possui capacidade fiscal para assumir novos financiamentos, dentro dos limites estabelecidos pela Secretaria do Tesouro Nacional. A administração também destaca que todas as operações passam por processos de controle, negociação e transparência antes da contratação, dependendo ainda da aprovação do Legislativo estadual.

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