Política
A nova política tarifária dos Estados Unidos entrou em vigor nesta terça-feira (24) e altera o alcance das medidas comerciais adotadas pelo presidente Donald Trump.
A regra estabelece uma tarifa adicional global sobre produtos importados, mas ao mesmo tempo cria uma ampla lista de exceções que preserva itens considerados estratégicos para a economia americana, vários deles exportados pelo Brasil.
A mudança ocorre após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que invalidou parte das tarifas aplicadas anteriormente com base em legislação emergencial.
Com isso, o governo substituiu o modelo anterior por uma taxa temporária de alcance mais amplo, porém com diferentes níveis de impacto conforme o setor.
Na prática, produtos brasileiros que estavam sujeitos a sobretaxas elevadas deixam de enfrentar parte dessas barreiras.
Ainda assim, segundo informações do G1, permanece um adicional geral para a maioria das mercadorias, o que mantém o ambiente comercial mais restritivo do que antes das medidas iniciadas em 2025.
Entre os principais itens livres da nova cobrança estão combustíveis e derivados de petróleo, incluindo petróleo bruto e querosene de aviação.
A decisão busca evitar impacto direto nos custos de energia e transporte dentro do próprio país.
No agronegócio, permanecem sem a tarifa adicional carne bovina, café, suco de laranja, fertilizantes e derivados de cacau.
Esses produtos têm participação relevante no abastecimento e na indústria alimentícia americana, o que reduz a possibilidade de substituição rápida por fornecedores locais.
A lista também inclui aeronaves civis, motores e componentes aeronáuticos, segmento de alta integração industrial entre os dois países.
O mesmo ocorre com minerais industriais e ferro-ligas utilizados na siderurgia, considerados insumos essenciais para a produção manufatureira.
Produtos tecnológicos específicos, como semicondutores e equipamentos relacionados, também foram excluídos. A avaliação é que a cobrança poderia afetar cadeias produtivas sensíveis e elevar custos internos.
Especialistas apontam que a medida combina pressão comercial com proteção à economia doméstica americana.
A tarifa permanece como instrumento de negociação internacional, mas foi estruturada para evitar efeitos imediatos sobre inflação, produção industrial e abastecimento.
Para o Brasil, o resultado é intermediário: parte das barreiras continua ativa, porém setores centrais das exportações seguem competitivos no mercado americano.
O efeito tende a variar conforme o tipo de produto e o grau de dependência dos Estados Unidos em relação ao fornecedor externo.
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