Política
As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais provocaram 20 mortes confirmadas até o momento, segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. As cidades mais afetadas foram Juiz de Fora e Ubá, ambas na Zona da Mata mineira.
Em Juiz de Fora, foram registradas 16 mortes relacionadas diretamente aos temporais. Já em Ubá, quatro pessoas morreram. De acordo com as autoridades, ainda há desaparecidos e centenas de desabrigados, e o número de vítimas pode ser atualizado conforme as equipes avançam nas buscas.
As corporações de resgate seguem mobilizadas em operações de salvamento, remoção de escombros e apoio às famílias afetadas, como citado pela CNN Brasil.
Em Ubá, a situação foi classificada como crítica após um acumulado de 170 milímetros de chuva em apenas três horas. O volume extremo provocou o transbordamento do Rio Ubá, que atingiu 7,82 metros e inundou áreas extensas da cidade.
Foram registrados desabamentos, enxurradas e enchentes em diversos bairros. Diante do cenário de destruição, o prefeito José Damato Neto decretou estado de calamidade pública, medida que entrou em vigor na terça-feira (24).
O decreto permite acelerar ações emergenciais, ampliar a coordenação entre órgãos municipais, estaduais e federais e facilitar o envio de recursos. Uma sala de crise foi instalada na sede da Guarda Civil Municipal para centralizar as operações.
A prefeitura também montou um ponto de coleta e atendimento às famílias desabrigadas na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, no antigo Fórum Cultural, na Praça São Januário.
Em Juiz de Fora, o impacto também foi severo. O município registrou 20 ocorrências de soterramento, além de aproximadamente 440 pessoas desabrigadas. Diversos bairros ficaram temporariamente isolados por causa de alagamentos e deslizamentos de terra.
A prefeitura decretou calamidade pública e suspendeu as aulas da rede municipal de ensino por questões de segurança. A Polícia Militar de Minas Gerais atua no apoio às buscas por desaparecidos e na contenção de áreas de risco.
Equipes da Defesa Civil seguem monitorando encostas e áreas suscetíveis a novos deslizamentos, já que o solo permanece encharcado.
As autoridades reforçam que o trabalho agora se concentra em localizar desaparecidos, prestar assistência às famílias afetadas e avaliar os danos estruturais. Abrigos temporários foram organizados para acolher moradores que perderam suas casas.
O episódio reacende o alerta para eventos climáticos extremos na região, que tem histórico de enchentes e deslizamentos durante períodos de chuva intensa.
Enquanto o balanço oficial ainda é atualizado, o cenário nas duas cidades é de reconstrução e solidariedade, com voluntários e equipes públicas atuando para minimizar os impactos de uma das piores ocorrências climáticas recentes na Zona da Mata mineira.
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