Política

Temporais em São Paulo deixam 12 mortos desde dezembro

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São Paulo registra 12 mortes em temporais desde dezembro, com deslizamentos, enxurradas e quedas de árvores em várias regiões  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/ Wikimedia Commons
Nathalia Quiereguini

por Nathalia Quiereguini

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Publicado em 20/01/2026, às 14h52



Os temporais que atingem o estado de São Paulo desde o início de dezembro de 2025 deixaram de ser apenas eventos climáticos intensos e passaram a representar um cenário de tragédia.

Em pouco mais de um mês, 12 pessoas morreram em diferentes regiões paulistas, vítimas de deslizamentos, quedas de árvores e muros, enxurradas, descargas elétricas e desabamentos, as informações são do Metrópoles.

Foto: Reprodução/  REUTERS / Rahel Patrasso
Os temporais que atingem São Paulo desde dezembro já deixaram 12 mortos. Deslizamentos, enxurradas e quedas de árvores mostram a força das chuvas e a importância de atenção redobrada em áreas de risco / Foto: Reprodução/ REUTERS / Rahel Patrasso

Enxurrada na zona sul da capital marca último registro

O caso mais recente aconteceu na zona sul da capital, no bairro Campo Limpo. Na sexta-feira (16), Maria Deusdete da Mata, de 67 anos, foi arrastada por uma enxurrada formada após um forte temporal. O marido, Marcos da Mata, de 68 anos, desapareceu no mesmo dia e foi encontrado no Rio Pinheiros no sábado (17).

Após quatro dias de buscas, o corpo de Maria foi localizado e identificado por familiares na manhã da segunda-feira (19), no trecho do Rio Jurubatuba, na região de Interlagos.

Defesa Civil monitora ocorrências desde dezembro

O balanço foi divulgado pela Defesa Civil do Estado de São Paulo, que desde 1º de dezembro opera o plano Chuvas de Verão 2025/2026, criado para coordenar ações de resposta durante o período de maior volume de precipitações.

As mortes foram registradas em municípios como Campos do Jordão, São Paulo, Guarulhos, Juquitiba, Bauru, Ilhabela, Franca e Taubaté, mostrando que os impactos atingem capital, interior e litoral.

Capital e região metropolitana sob alertas consecutivos

Entre os dias 13 e 16 de janeiro, a capital e a Grande São Paulo enfrentaram alertas severos consecutivos.

As tempestades vieram acompanhadas de rajadas de vento de até 48 km/h, descargas elétricas e possibilidade de granizo.

Até o dia 16, janeiro já havia acumulado 130,3 milímetros de chuva, cerca de 50% do volume esperado para todo o mês.

Falta de energia e atenção no litoral paulista

As chuvas também causaram transtornos na infraestrutura. Na noite de sexta-feira (16), mais de 33 mil imóveis ficaram sem energia elétrica na capital e região metropolitana.

No litoral paulista, a passagem de uma frente fria elevou o risco de chuva intensa e ressaca marítima, com ondas de até 2,5 metros.

A previsão indica dias mais amenos, porém ainda instáveis, exigindo atenção redobrada da população, especialmente em áreas de risco.

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