Política

Tensão global: EUA e Irã planejam negociações de paz em Islamabad

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Primeiro-ministro do Paquistão anuncia rodada de negociações entre EUA e Irã, mediadas pelo governo paquistanês.  |   BNews SP - Divulgação Reprodução/Unsplash
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 10/04/2026, às 07h24



Os Estados Unidos e o Irã devem iniciar uma rodada de negociações de paz em Islamabad, com mediação do governo do Paquistão. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Shehbaz Sharif, que intermediou o cessar-fogo temporário entre as partes.

Apesar da trégua, o cenário segue instável, com registros de ataques e divergências sobre os termos do acordo, segundo o G1.

Trégua frágil e conflitos paralelos

O cessar-fogo previa a suspensão de ataques por duas semanas, incluindo ações de Israel contra o território iraniano. Em contrapartida, o Irã deveria reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.

No entanto, o acordo vem sendo desrespeitado por ambos os lados. O Irã restringiu a passagem no estreito, enquanto ataques continuaram, especialmente no Líbano, envolvendo o grupo Hezbollah, aliado de Teerã.

Impasses nas negociações

Mesmo com disposição para diálogo, há divergências centrais que dificultam um acordo definitivo:

1. Propostas diferentes

O Irã apresentou um plano de 10 pontos como base para encerrar o conflito. O governo de Donald Trump considerou partes da proposta viáveis, mas rejeitou outros pontos. Uma nova versão mais enxuta estaria sendo discutida.

2. Programa nuclear

O maior impasse envolve o enriquecimento de urânio. O Irã quer manter o programa, enquanto os EUA defendem a eliminação total do material enriquecido.
Esse tema é sensível porque níveis elevados de enriquecimento podem permitir a produção de armas nucleares.

3. Conflito no Líbano

Outro ponto de discordância é se o cessar-fogo inclui o Líbano.

  • Irã e Paquistão dizem que sim
  • EUA e Israel afirmam que não

Essa diferença levou à continuidade de ataques na região, aumentando a tensão.

Próximos passos

A delegação americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, deve participar das negociações ao lado de nomes como Jared Kushner.

Mesmo com o início das conversas, o caminho para a paz ainda é incerto, já que envolve questões estruturais e históricas, como o programa nuclear iraniano e a atuação de aliados regionais.

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