Política
por Andrezza Souza
Publicado em 25/05/2026, às 23h23
O Conselho Nacional de Justiça apresentou nesta segunda-feira (25/05) uma nova plataforma digital voltada ao processo de adoção no Brasil. O aplicativo, batizado de A.DOT SNA, foi criado para aproximar crianças e adolescentes disponíveis para adoção de pessoas já habilitadas pela Justiça.
A ferramenta funciona integrada ao Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento e deve ampliar a chamada busca ativa, utilizada principalmente para casos considerados mais complexos no processo de adoção.
Entre os perfis cadastrados estão adolescentes, irmãos que precisam permanecer juntos e crianças com deficiência ou necessidades específicas de saúde.
O aplicativo surgiu inicialmente em um projeto desenvolvido no Paraná, mas agora passa a operar em nível nacional após reformulação apoiada pelo programa Justiça 4.0.
Segundo o CNJ, a proposta é facilitar o acesso às informações e aumentar as possibilidades de formação de vínculos familiares em diferentes regiões do país.
O presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, Edson Fachin, afirmou durante o lançamento que o sistema busca fortalecer a proteção de crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente.
Fachin também destacou que o número de menores vivendo em famílias acolhedoras ainda é reduzido no Brasil.
O acesso à plataforma será realizado por meio da conta gov.br.
Pessoas interessadas poderão iniciar o pré-cadastro e acompanhar etapas relacionadas ao processo de habilitação para adoção.
Já os perfis completos das crianças e adolescentes ficarão disponíveis apenas para usuários autorizados e habilitados no sistema nacional.
O aplicativo exibe informações básicas, imagens e vídeos curtos dos menores cadastrados na busca ativa.
Segundo o CNJ, a inclusão acontece somente após autorização judicial e depois do esgotamento das tentativas de encontrar famílias compatíveis nos cadastros tradicionais.
Atualmente, cerca de 1,7 mil crianças e adolescentes fazem parte da busca ativa nacional.
Dados do Sistema Nacional de Adoção indicam que mais de 33 mil adoções foram concluídas no Brasil desde 2019. Parte desses processos aconteceu justamente por meio do mecanismo de busca ativa.
O CNJ informou ainda que o aplicativo contará com medidas de proteção de dados e sigilo para preservar a identidade e a privacidade das crianças cadastradas.
A expectativa é que a nova ferramenta ajude a tornar o processo mais transparente, acessível e eficiente para pretendentes habilitados pela Justiça.
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