Política
por Vinicius Brito
Publicado em 11/10/2026, às 10h20
A pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou neste sábado (10) que a Meta comprove, em 48 horas, se tratou Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de forma igual na distribuição de conteúdo nas redes sociais.
A campanha de Lula acionou a Justiça Eleitoral e alegou que as publicações da coligação nas redes sociais são afetadas por uma suposta “seletividade algorítmica”. Segundo a representação, o mecanismo manipularia a distribuição de conteúdos de acordo com os interesses das empresas.
A representação também aponta um suposto silenciamento de “vozes relevantes do campo progressista” no Instagram e no Facebook. A campanha ainda acusa a Meta de não remover 255 perfis considerados inautênticos, que seriam gerenciados por inteligência artificial.
Antes de decidir sobre o caso, a Justiça Eleitoral solicitou que a Meta adotasse três medidas:
Além da Meta, a Justiça Eleitoral também solicitou à Agência Lupa e ao Instituto Democracia em Xeque, no prazo de 48 horas, a metodologia e a relação dos materiais utilizados nos levantamentos. O objetivo é obter subsídios técnicos para a análise do caso.
Ainda neste sábado (10), a campanha do presidente Lula divulgou uma nota acusando a Meta de interferir nas eleições brasileiras para favorecer Flávio Bolsonaro. Segundo o documento, elaborado pela equipe de inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, a página do senador registrava, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, apesar de ter 17,2% menos seguidores.
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