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Publicado em 16/01/2026, às 19h37 Foto: Reprodução/Redes sociais. Bianca Novais
Logo nos primeiros minutos de janeiro de 2026, redes sociais foram tomadas por vídeos, fotos e montagens que proclamavam: “2026 é o novo 2016”. A tendência viral, detalhada pela revista People, espalhou-se rapidamente e reuniu milhões de pessoas em torno de um sentimento comum — a nostalgia.
A estética é facilmente reconhecível. Fotos saturadas, palmeiras ao fundo, sinais de paz com os dedos e o retorno de filtros icônicos, como o “Rio de Janeiro”, do Instagram, ou as orelhas de cachorro do Snapchat. Usuários também recorrem a imagens pessoais de dez anos atrás, recriando poses e estilos que marcaram a época.
No TikTok, o movimento ganhou força suficiente para transformar a hashtag #2016 em um arquivo coletivo: são mais de 1,7 milhão de publicações dedicadas a reviver aquele período.
A trilha sonora é parte central da tendência. Sucessos que dominaram playlists em 2016 voltaram a embalar vídeos curtos, entre eles “Panda”, de Desiigner, “Black Beatles”, de Rae Sremmurd, “Lean On”, de DJ Snake e Major Lazer, além de faixas de The Weeknd e Justin Bieber. As músicas funcionam como gatilhos emocionais para quem associa aquele ano a uma fase mais leve da vida.
A explicação passa pela ideia de “tempo mais simples”, frequentemente citada por quem participa da trend. Há dez anos, a cultura digital vivia outra dinâmica, com desafios virais mais espontâneos e redes sociais ainda em expansão. Music.ly, precursor do TikTok, popularizava vídeos de lip-sync, enquanto desafios como o Mannequin Challenge e o “Water Bottle Flip” dominavam a internet.
Apesar da idealização atual, 2016 também foi marcado por acontecimentos complexos. O ano ficou associado ao Brexit, às eleições presidenciais nos Estados Unidos e à morte de figuras icônicas da cultura pop, como Prince,David Bowie, Carrie Fisher e Muhammad Ali.
Ao mesmo tempo, houve fenômenos globais como Pokémon Go, o lançamento de Lemonade, de Beyoncé, e momentos que viraram símbolos da cultura pop digital.
O revival não ficou restrito a usuários comuns. Influenciadores e artistas aderiram ao movimento, publicando registros antigos ou recriando vídeos no estilo da época. Charlie Puth, Hailey Bieber e outras figuras conhecidas ajudaram a impulsionar ainda mais a tendência, misturando memória pessoal e cultura pop.
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