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Publicado em 30/07/2025, às 17h54 O Android Earthquake Alerts (AEA) funciona em mais de dois bilhões de dispositivos. - Foto: Freepik Camila Lutfi
Apesar do Brasil não sofrer com abalos sísmicos, o Google desenvolveu um sistema de alerta de terremotos para celulares com sistema Android.
A tecnologia se assemelha aos sistemas usados em detectores tradicionais desses fenômenos.
Segundo um estudo da revista Science, o Android Earthquake Alerts (AEA) funciona em mais de dois bilhões de dispositivos por meio dos sensores de movimento, analisando princípios de propagação de ondas sísmicas.
Ainda de acordo com a pesquisa, quando um smartphone Android está parado, o AEA usa a saída de seu acelerômetro para detectar um aumento repentino na aceleração das ondas sísmicas, como seria gerado pelas ondas P e S em um terremoto.
Caso um um telefone individual dispare, ele envia uma mensagem aos servidores do Google com informações de aceleração e uma localização aproximada. Assim, o sistema procura por fontes sísmicas que se encaixem no alerta inicial.
Quando uma fonte candidata de terremoto satisfaz os dados observados, surge um alerta de terremoto na tela dos celulares da região que pode ser impactada. Vale ressaltar que o sistema também declara a magnitude do abalo, hipocentro e tempo de origem — estimados com base no tempo de chegada e na amplitude das ondas P e S.
O AEA é um recurso que faz parte do software principal do sistema Android, disponível gratuitamente no Google Play Services. Na maioria dos casos, os smartphones com esse sistema operacional já possuem esse programa ativado.
Quem não possui esse sistema, pode ativá-lo no Google Play, pesquisando por Android Earthquake Alerts.
O estudo da Science indica, ainda, que de 1º de abril de 2021 a 31 de março de 2024, o AEA detectou um total de 11.231 terremotos. Destes, 85% correspondem a um terremoto listado em um catálogo tradicional de terremotos.
Ainda assim, o sistema pode detectar eventos sísmicos que não são terremotos, devido às várias fontes de aceleração detectadas pelos telefones. No entanto, representam poucos casos.
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