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Bloco de Ivete pode render até R$ 1,5 mil a ambulantes neste sábado; entenda

Ambulantes em São Paulo esperam lucrar com vendas de bebidas durante o show de Ivete Sangalo no Carnaval.  |  Foto: Reprodução/Agência Brasil

Publicado em 06/02/2026, às 08h51   Foto: Reprodução/Agência Brasil   Fernanda Montanha

Vendedores ambulantes ocupam uma praça próxima ao Parque Ibirapuera desde 26 de janeiro, formando uma fila contínua à espera do Carnaval. A movimentação antecipada não é casual.

A expectativa é faturar acima de R$ 1.500 com a venda de bebidas durante o show de Ivete Sangalo, marcado para sábado (7), no Carnaval de São Paulo.

Ao longo do ano, Alyne Perez Marioto, 40, trabalha com a venda de cabelos humanos para apliques. Com a chegada de fevereiro, a rotina muda. Ela se cadastra como ambulante, retira colete, guarda sol e isopor e passa a se dedicar à venda de bebidas nos dias de folia. A preparação envolve logística, investimento inicial e presença antecipada nos pontos mais disputados.

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Expectativa de vendas e custos envolvidos

A confiança neste ano é maior por causa da apresentação inédita de Ivete Sangalo em um bloco de rua na capital. O show acontece na Avenida Pedro Álvares Cabral, ao lado do Ibirapuera, e deve atrair grande público.

A estimativa de faturamento considera o histórico de consumo em eventos de grande porte, segundo os ambulantes ao Metrópoles.

Alyne afirma que não há como prever com precisão o volume vendido, mas projeta ganhos a partir de R$ 1.500. O valor é líquido. Os ambulantes são obrigados a adquirir produtos de uma única fornecedora. Cada cerveja custa R$ 4,25 e é revendida por R$ 10. Além disso, há o gasto diário médio de R$ 70 com gelo para manter as bebidas geladas no calor de fevereiro.

Experiência, erros e expectativas reais

Nem sempre a previsão de vendas se confirma. Em anos anteriores, ambulantes relataram erros de cálculo ao subestimar a demanda de determinados blocos. Um vendedor contou ter levado pouca cerveja a um show do BaianaSystem e se surpreendeu com a procura.

A falta de estoque levou foliões a pedir até a água acumulada no isopor, resultado do gelo derretido.

A costureira Josileide Nunes da Silva, 60, também atua como ambulante no Carnaval e alerta para expectativas irreais. Segundo ela, há quem superestime os ganhos. “Tem gente que diz ter feito R$ 10 mil em um dia, quando não chegou nem a R$ 1.000”, afirma. Ela aponta que muitos iniciantes desconhecem a dinâmica e os riscos da atividade.

Trabalho e vivência no Carnaval

Para Josileide, o Carnaval não se resume ao dinheiro. Durante o ano, ela trabalha em casa com costura, operando suas próprias máquinas. Quando a festa se aproxima, sente vontade de sair da rotina. O trabalho como ambulante também representa uma forma de vivenciar o Carnaval de perto.

Ela reconhece que a atividade é cansativa e desorganizada, mas não abre mão de participar. Diz que o retorno financeiro nem sempre compensa, porém valoriza a experiência. A possibilidade de ver os artistas e circular pelos blocos é parte do que a motiva, mesmo diante das dificuldades enfrentadas nos dias de festa.

Classificação Indicativa: Livre


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