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Publicado em 09/02/2026, às 13h11 Foto: divulgação/Patrick T. Fallon /AFP Ana Caroline Alves
Bad Bunny foi o grande nome do show do intervalo do Super Bowl LX, realizado neste domingo (8), na região da Baía de São Francisco, nos Estados Unidos. Apesar do enorme alcance do evento, considerado o palco mais valioso da televisão mundial, o cantor porto-riquenho não recebeu cachê para liderar a apresentação.
A decisão segue uma política antiga da NFL, que troca pagamento direto por visibilidade global.
Anunciado como atração principal ainda em setembro de 2025, o artista destacou, na ocasião, o valor simbólico do convite.
Para ele, subir ao palco do Super Bowl representava um marco para a cultura latina e um reconhecimento às gerações que abriram caminho para artistas hispânicos no entretenimento internacional, as informações são da Folha de SP.
A NFL mantém, há décadas, a regra de não remunerar diretamente os músicos que comandam o intervalo do Super Bowl. Em vez disso, a liga cobre todos os custos relacionados à produção do espetáculo, como transporte, hospedagem, equipe técnica, cenografia e efeitos visuais. Em edições recentes, esse investimento já ultrapassou a marca de US$ 10 milhões.
Segundo a liga, os artistas recebem apenas valores simbólicos previstos em contratos sindicais. De acordo com o SAG-AFTRA, sindicato que representa profissionais do entretenimento, o pagamento gira em torno de pouco mais de US$ 1.000 por dia, quantia muito baixa se comparada ao valor de mercado de estrelas internacionais.
Mesmo assim, o posto segue sendo altamente disputado. Ao longo dos anos, artistas como Beyoncé, Lady Gaga, Rihanna e Kendrick Lamarusaram o intervalo do Super Bowl como uma vitrine estratégica para suas carreiras.
Ao longo dos anos, a política da liga já gerou controvérsias. Em 2015, a NFL chegou a estudar a possibilidade de cobrar dos artistas para se apresentarem, ideia abandonada após forte repercussão negativa.
Em 2021, o show de The Weeknd também levantou debates após dançarinos atuarem inicialmente sem remuneração, o que resultou em mudanças e maior fiscalização sindical.
No caso de Bad Bunny, a escolha também provocou reações políticas e culturais, especialmente por ele cantar majoritariamente em espanhol. Mesmo diante das críticas, a NFL defendeu a decisão.
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