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Publicado em 09/10/2026, às 14h40 Foto: Reprodução/Prime Video Marcela Guimarães
A nova adaptação de “Carrie, a Estranha”, disponível no Prime Video, traz detalhes da obra de Stephen King sob a perspectiva do diretor e roteirista Mike Flanagan.
Com Summer H. Howell como Carrie White e Samantha Sloyan no papel de Margaret White, a produção expande a história original e dedica mais tempo ao desenvolvimento dos personagens antes da tragédia que marca o baile de formatura.
Flanagan apresenta uma versão em que a perseguição sofrida pela protagonista cresce aos poucos. Além das agressões no vestiário da escola, Carrie enfrenta ataques virtuais promovidos por Christine Hargensen (Alison Thornton), que acabam envolvendo outros estudantes.
Nesse cenário, surge Emaline (Thalia Dudek), uma jovem misteriosa que também tem habilidades sobrenaturais. Ela se aproxima de Carrie e a incentiva a explorar a telecinese como forma de reagir às humilhações.
Atenção: o texto abaixo contém spoilers do final de “Carrie, a Estranha”.
A sequência decisiva acontece durante a formatura no Colégio Ewen. Inconformada com a expulsão e convencida de que Carrie é responsável pelo que aconteceu com ela, Chris Hargensen se une a Billy Nolan (Arthur Conti) para preparar uma vingança.
O plano dos dois envolve manipular a votação para que Carrie seja escolhida rainha do baile ao lado de Tommy Ross (Joel Oulette), antigo namorado de Sue Snell (Siena Agudong).
Quando a jovem sobe ao palco para receber a coroa, Chris e Billy despejam sobre ela um balde de sangue de porco, que estava escondido nas vigas do ginásio. A reação dos estudantes, que riem e registram a cena com os celulares, revelam a humilhação.
Carrie perde o controle dos próprios poderes e passa a usar a telecinese contra as pessoas ao redor. Os celulares explodem, as saídas são bloqueadas e curtos-circuitos provocam um incêndio que rapidamente toma conta do local.
Durante o caos, Carrie tenta alcançar Chris e Billy nas vigas, mas acaba atingindo Tommy, que morre. O episódio se transforma em um massacre, com centenas de vítimas.
Entre as mortes mais marcantes estão as do diretor Grayle (Matthew Lillard), eletrocutado no palco, e da professora de educação física Rita Desjardin (Amber Midthunder).
Miss D tenta proteger Carrie ao perceber que uma mulher desconhecida está tentando matá-la. Ao tentar alertar a estudante, a professora é atingida por um impulso telecinético involuntário e arremessada contra o palco.
A mulher armada é Amanda (Katee Sackhoff), que conheceu Margaret pela internet. Ela tem uma filha com poderes e convenceu a mãe de Carrie de que pessoas com habilidades sobrenaturais poderiam representar uma ameaça, defendendo que elas fossem eliminadas.
Amanda vai ao baile decidida a matar Carrie, mas sua tentativa é interrompida por duas jovens misteriosas que também possuem telecinese. Elas não têm ligação aparente com a escola e usam suas habilidades para imobilizar a agressora, impedindo que atire na protagonista.
Apesar de tudo, a série não confirma se Amanda morre, deixando seu destino em aberto.
Enquanto o incêndio se espalha, Carrie consegue deixar o ginásio. Sue Snell e Tina Blake (Josie Totah), uma das garotas populares que participavam das perseguições contra ela, também sobrevivem e escapam antes que as saídas sejam bloqueadas e o chão seja eletrificado.
Chris e Billy conseguem sair do local, mas voltam a encontrar Carrie na estrada. Billy tenta atropelá-la com o carro, mas a jovem reage usando seus poderes para fazer o veículo capotar e esmagar os dois. Chris e Billy morrem no acidente.
Depois do massacre, Carrie retorna para casa. Margaret a ajuda a tomar banho, mas a situação muda quando a filha começa a rezar: a mãe tenta matá-la. Carrie reage para se defender e usa a telecinese, provocando o desabamento da residência.
A relação entre as duas é marcada por uma verdade que Margaret passou anos tentando esconder. Ela sabia das habilidades da filha desde a infância, mas se recusava a aceitar que elas fossem reais.
Para a mãe, os poderes de Carrie representavam algo que ameaçava sua autoridade e seu controle sobre a jovem.
A série revela que Margaret também teve uma experiência sobrenatural quando era criança. Durante uma entrevista, ela conta que conseguiu mover uma cruz enquanto rezava.
A entrevistadora relaciona o episódio ao chamado gene TC, que poderia ser transmitido entre gerações.
A revelação sugere que Margaret também tinha potencial para desenvolver habilidades semelhantes às de Carrie, mas nunca chegou a explorá-las.
Essa relação com o sobrenatural também explica sua aproximação com Amanda. Pela internet, Margaret descobre que existem outras pessoas com habilidades especiais e que algumas delas se organizam em grupos e seitas.
Amanda tenta convencê-la a tomar uma atitude contra Carrie, mas Margaret se assusta com a proposta e percebe que procurou a pessoa errada, mas isso não impede que Amanda decida agir por conta própria.
Emaline é uma das principais mudanças introduzidas pela adaptação. A jovem conta que também foi perseguida por causa de seus poderes e incentiva Carrie a deixar de ser apenas alvo das agressões.
Para ajudá-la a desenvolver a telecinese, leva a protagonista a um ferro-velho, onde as duas começam destruindo copos e outros objetos. Aos poucos, Carrie aprende a controlar sua força até conseguir destruir um carro.
A personagem também tem participação direta no clímax da história. Durante o baile, Emaline aparece e incorpora Carrie, assumindo o controle da protagonista.
Entretanto, ao longo dos episódios, a série alimenta a dúvida sobre sua existência. Apenas Carrie consegue enxergá-la, enquanto as demais pessoas acreditam que a jovem conversa sozinha. A própria protagonista passa a perceber que ninguém mais parece notar a presença de sua companheira.
No desfecho, fica claro que Emaline é real. Ela é uma projetora astral, capaz de entrar na mente de Carrie, o que explica por que sua presença não é percebida pelas outras pessoas.
Depois que a casa desaba, Emaline resgata Carrie e a leva de carro para longe dali. Ao acordar, a protagonista descobre que está sendo conduzida a um lugar desconhecido. Emaline explica que não pretende sequestrá-la, mas afastá-la das pessoas que perseguem as duas. Ela também revela que existem outros indivíduos com habilidades semelhantes.
Pela primeira vez, Carrie vislumbra a possibilidade de construir uma vida longe do domínio da mãe e da violência que marcou sua vida. A temporada termina com uma declaração que simboliza essa mudança: “O mundo é meu”.
Desde o episódio de estreia, a produção intercala os acontecimentos com entrevistas de pessoas ligadas à destruição do baile e às consequências da tragédia para a cidade.
A identidade de quem conduz as entrevistas só é esclarecida no final. As responsáveis são justamente as mulheres misteriosas que estavam no baile e intervieram para impedir que Amanda matasse Carrie.
Elas pertencem a uma organização de médiuns e pessoas com poderes telecinéticos que acompanha o caso da jovem.
Entre elas está Adelaide (Kate Siegel), líder do grupo. Em uma conversa com Margaret, Adelaide usa suas habilidades para provocar uma parada cardíaca na mãe de Carrie. Antes de matá-la, afirma que vai lhe dar “a escuridão e o Deus que mora lá”, aquilo que ela sempre desejou.
*Com apuração do portal Omelete
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