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Publicado em 12/08/2026, às 11h05 Foto: Mônica Andrade/Governo do Estado de SP Amanda Ambrozio
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou na quarta-feira (12) que a troca de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não deve provocar impacto em sua campanha à reeleição ou na de seus aliados políticos.
Durante a sabatina da CNN Brasil, Tarcísio classificou o caso envolvendo o banco como uma “vergonha nacional” e afirmou que o Brasil pode estar vivendo um momento semelhante ao período que antecedeu a Operação Lava Jato.
“Acho que não tem efeito nenhum. Ele [Flávio] tem procurado dar os esclarecimentos e acho que sempre que ele for interpelado, ele tem que esclarecer. O caso Master é uma vergonha nacional, e o brasileiro está muito machucado com a questão da corrupção. E talvez a gente esteja vivendo no Brasil uma coisa parecida com a pré-Lava Jato”, afirmou.
Na mesma ocasião, o governador também foi questionado sobre a atuação empresarial de seus filhos, Letícia Ferreira de Freitas, 19, e Matheus Ferreira de Freitas, 27. Eles são sócios de uma empresa ao lado do filho de um empresário que trabalha no setor de consultoria tributária.
De acordo com o portal Metrópoles, Tarcísio defendeu a atividade e afirmou que não há irregularidade na prestação desse tipo de serviço.
Segundo ele, a situação é diferente da relação atribuída a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e investigado por descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
“Eles abriram uma empresa porque querem prosperar, como vários brasileiros que querem vencer, crescer na vida. Meu filho tinha um bom emprego e largou tudo para dar a cara a tapa. Ele é sócio do filho do cara que tem uma empresa de consultoria tributária. Ter consultoria tributária não é crime. Acho que complicado é receber dinheiro do Careca do INSS, não é o caso dele”, afirmou.
Além dos casos envolvendo o Banco Master e as investigações sobre descontos no INSS, Tarcísio respondeu a perguntas sobre a atuação da Polícia Militar, a Sabesp e sua relação com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
Questionado sobre a possibilidade de Nunes ser seu sucessor no governo paulista, Tarcísio afirmou que ainda é “cedo para dizer” se o prefeito poderá disputar o cargo.
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