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Césio-137: como está o ferro-velho que se tornou palco da tragédia

A história de Césio-137 mostra como um ferro-velho se tornou palco da tragédia que deu origem ao maior acidente radiológico da história do Brasil  |  Foto: Divulgação/ Governo de Goiás

Publicado em 26/03/2026, às 15h11   Foto: Divulgação/ Governo de Goiás   Nathalia Quiereguini

Em setembro de 1987, Goiânia entrou para a história de uma forma trágica. O acidente com o Césio-137 se tornou o maior desastre radiológico já registrado no Brasil e um dos mais graves do mundo fora de usinas nucleares.

O que começou com a retirada de um equipamento abandonado acabou se transformando em um episódio que afetou centenas de pessoas e deixou marcas profundas na cidade.

O início de tudo

Tudo começou, segundo o Metrópoles, quando um aparelho de radioterapia, que havia sido deixado em uma clínica desativada, foi encontrado por catadores de materiais recicláveis.

Sem saber que o equipamento continha material radioativo, eles decidiram retirar a peça metálica e levá-la para um ferro-velho, acreditando que poderia ser vendida como sucata.

O dono do estabelecimento, curioso com o objeto pesado e incomum, resolveu desmontá-lo.

Dentro da estrutura havia umacápsula que guardava Césio-137, uma substância altamente radioativa utilizada em tratamentos médicos.

Naquele momento, ninguém ali tinha ideia do perigo que estava prestes a se espalhar.

O ferro-velho onde o material com Césio-137 foi aberto sem que ninguém soubesse do risco de contaminação/Foto: Divulgação/Governo de Goiás/

O brilho que despertou curiosidade

Quando o equipamento foi aberto, algo chamou a atenção: um pó que emitia um brilho azul intenso. Para quem nunca tinha visto algo parecido, aquilo parecia fascinante.

O material luminoso acabou despertando curiosidade e, sem compreender o risco envolvido, ele foi mostrado para familiares, amigos e pessoas próximas.

Com o passar dos dias, pequenas quantidades da substância foram manuseadas e até compartilhadas entre conhecidos. O que parecia apenas uma descoberta curiosa acabou ampliando a área de contaminação.

Os primeiros sinais de alerta

Não demorou muito para que os primeiros sintomas aparecessem. Pessoas que tiveram contato com o material começaram a apresentar náuseas, vômitos, tontura e queimaduras na pele.

Inicialmente, os sintomas foram confundidos com doenças comuns, mas a repetição dos casos levantou suspeitas.

A desconfiança levou o material até autoridades sanitárias, onde finalmente foi identificado que se tratava de Césio-137.

A partir dessa descoberta, iniciou-se uma grande mobilização para identificar todos que poderiam ter sido expostos à radiação.

O impacto na vida das vítimas

O dono do ferro-velho, que teve contato direto com o material radioativo, foi uma das pessoas mais afetadas pela exposição.

Além das graves consequências para sua saúde, ele também enfrentou perdas familiares e uma vida marcada pelas consequências do acidente.

Ao todo, milhares de pessoas passaram por avaliação médica, e centenas apresentaram algum nível de contaminação.

O caso mobilizou profissionais de saúde, autoridades e equipes especializadas para conter os efeitos da radiação.

As lições deixadas pela tragédia

O acidente com o Césio-137 revelou falhas graves no controle e no descarte de materiais radioativos no país.

A partir desse episódio, medidas mais rigorosas passaram a ser discutidas e implementadas para evitar que situações semelhantes se repitam.

Classificação Indicativa: Livre


TagsAcidenteGoiâniaContaminaçãoCésio-137Radioativo

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