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De Luiza Possi a Henrique Fogaça: famosos ligados à Carbon, que enfrenta dívida milionária

Blindadora Carbon atende marcas como Volvo, Toyota e BYD, tem personalidades associadas à sua divulgação e busca renegociar R$ 371,47 milhões  |  Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vídeo

Publicado em 09/10/2026, às 00h30   Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vídeo   Andrezza Souza

A Carbon atua no mercado de blindagem de veículos de luxo e mantém relação com personalidades de diferentes áreas, da música ao jornalismo. Entre os nomes reunidos para esta pauta estão a cantora Luiza Possi, a empresária Caroline Celico Scarpa, o chef Henrique Fogaça e a jornalista Paloma Tocci.

Com sede em Barueri, na Grande São Paulo, a empresa atende montadoras como Volvo, Jaguar, Land Rover, Toyota e BYD. Apesar da expansão da operação, a companhia enfrenta dificuldades financeiras e apresentou um plano de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 371,47 milhões em dívidas.

Quem são os famosos ligados à Carbon?

Luiza Possi

Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vídeo

Cantora, compositora e apresentadora, Luiza Possi ganhou projeção nacional nos anos 2000, com trabalhos na música popular brasileira (MPB) e no pop. Filha da cantora Zizi Possi e do produtor musical Líber Gadelha, lançou álbuns como Eu Sou Assim, em 2002, e Escuta, em 2006.

Em 2026, anunciou uma transição na carreira para a música gospel. Também participou de programas de televisão como Ídolos e The Voice Brasil. Seu perfil no Instagram reúne cerca de 2,8 milhões de seguidores.

Caroline Celico Scarpa

Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vídeo

Empresária e comunicadora, Caroline Celico Scarpa é fundadora e CEO da NIINI, marca brasileira de moda autoral. Ela lidera o planejamento estratégico, o desenvolvimento de produtos e a expansão da empresa, que atua com lojas físicas, comércio eletrônico e vendas no atacado.

Seu perfil no Instagram reúne aproximadamente 1,1 milhão de seguidores e destaca temas como liderança, empreendedorismo, família e bem-estar.

Henrique Fogaça

Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vídeo

O chef Henrique Fogaça ficou conhecido nacionalmente como jurado do MasterChef Brasil, da Band. Também é empresário, músico e escritor.

Na gastronomia, fundou o Sal Gastronomia, em 2005, e participa de outros empreendimentos, como o Cão Véio e o Jamile, em São Paulo. Além disso, é vocalista da banda Oitão e idealizou o Instituto Olívia, voltado a causas sociais.

Fogaça reúne cerca de 4,8 milhões de seguidores no Instagram e divulga projetos ligados à gastronomia, à música e à criação de conteúdo.

Paloma Tocci

Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vídeo

Jornalista e apresentadora esportiva, Paloma Tocci construiu parte da carreira na Band, onde participou de programas como Jogo Aberto, Band Esporte Clube e Jornal da Band. Em 2024, foi contratada pela Record para reforçar a cobertura esportiva.

Entre os nomes listados para a pauta, Paloma tem participação identificada em conteúdo institucional da Carbon. A jornalista aparece em uma gravação na qual conversa com um executivo da empresa sobre blindagem automotiva e manifesta a intenção de contratar o serviço.

Cécilia Saint-Viteux

Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vídeo

Executiva de comunicação e relações públicas, Cécilia Saint-Viteux tem experiência no mercado de luxo e moda. Já trabalhou com marcas como Christian Dior Couture, Chopard, Céline e Hussein Chalayan.

Desde julho de 2022, ocupa o cargo de head de comunicação da Forbes Brasil. Também produz conteúdo sobre moda, beleza e estilo de vida. Seu perfil reúne aproximadamente 35 mil seguidores.

Melissa Wilman

Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vídeo

Publicitária brasileira, Melissa Wilman ganhou visibilidade pública por seu antigo casamento com o apresentador Otávio Mesquita. Seu perfil no Instagram reúne cerca de 67,6 mil seguidores.

Átila Abreu

Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vídeo

Piloto de automobilismo e empresário, Átila Abreu construiu carreira na Stock Car e foi vice-campeão da categoria em 2014. Em 2025, criou a equipe Scuderia Bandeiras.

Em julho de 2026, anunciou a saída da equipe da Stock Car, alegando descumprimentos contratuais e insegurança jurídica. A categoria apresentou sua própria versão sobre o conflito.

Renata Porto

Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vídeo

Renata Porto produz conteúdo sobre viagens, gastronomia e estilo de vida. Em seu perfil, informa ter visitado 48 países e reúne aproximadamente 175 mil seguidores.

A relação de nomes acima corresponde às informações fornecidas para a pauta. A participação de cada personalidade em campanhas, eventos ou contratos comerciais com a Carbon precisa ser identificada individualmente para que todas possam ser apresentadas como parceiras confirmadas.

Quais marcas a Carbon atende?

A Carbon desenvolve projetos de blindagem para veículos de diferentes categorias, incluindo modelos de luxo, SUVs, carros premium e veículos eletrificados.

Entre as montadoras citadas pela empresa estão:

A empresa também oferece assistência técnica, manutenção automotiva e fabricação de vidros balísticos. Segundo suas informações institucionais, já produziu mais de 30 mil veículos blindados desde o início das operações, em 2015.

Por que a Carbon enfrenta uma crise financeira?

Em 5 de outubro de 2026, a Carbon apresentou à Justiça de São Paulo um plano de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 371,47 milhões em dívidas. A proposta envolve três empresas do grupo: C Blindados, Opera Glass e Vertco Blindagem.

A companhia atribui as dificuldades ao custo elevado do crédito e aos investimentos feitos para ampliar sua capacidade industrial. Entre os projetos citados está uma fábrica de vidros blindados em Jarinu, no interior de São Paulo, que recebeu cerca de R$ 80 milhões em investimentos e começou a operar em abril de 2026.

Apesar da pressão financeira, o faturamento líquido do grupo cresceu de R$ 465 milhões, em 2024, para R$ 673 milhões, em 2025, uma alta de aproximadamente 45%.

Segundo os dados apresentados no plano, o custo médio da dívida chegou a 22% ao ano. Os compromissos financeiros com vencimento nos 12 meses seguintes somavam R$ 139 milhões, enquanto a geração de caixa prevista era de R$ 52 milhões.

O que prevê o plano de recuperação?

A proposta prevê a captação de R$ 60 milhões a R$ 100 milhões em novos recursos. Os credores que participarem do financiamento poderão receber a totalidade dos valores devidos, corrigidos pelo DI, com acréscimo anual entre 3% e 6,5%.

Para os credores que não aderirem à nova captação, o plano estabelece outras condições de pagamento. Uma das alternativas prevê o recebimento de 15% da dívida em 18 parcelas. A opção padrão prevê a recuperação de 5% do valor devido, com a maior parcela programada para o nono ano.

Dos R$ 371,47 milhões incluídos na negociação, R$ 315,6 milhões correspondem a credores financeiros, cerca de 85% do total. Entre os principais credores estão o Amadeus Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com R$ 95,27 milhões, e o Banco Digimais, com R$ 61,43 milhões.

Quando o plano foi apresentado, credores que representavam 47,63% dos créditos abrangidos já haviam aderido à proposta. Na manhã de 8 de outubro de 2026, ainda não havia decisão judicial sobre o processamento do caso, conforme as informações disponíveis naquele momento.

A recuperação extrajudicial busca reorganizar os pagamentos e permitir a continuidade das atividades da companhia. O andamento depende das negociações com os credores e da análise judicial do plano.

Classificação Indicativa: Livre


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